A Palavra: Adoração
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segunda-feira, 12 de maio de 2025

Mães Cristãs e seu Papel na Edificação da Casa Sobre a Rocha

“Toda mulher sábia edifica a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos.” (Provérbios 14:1)

Mãe
Imagem: Freepik

Pr. Cleber Montes Moreira

O papel da mãe cristã é insubstituível e exerce poderosa influência na edificação do lar. Provérbios 14:1 apresenta um contraste marcante entre duas atitudes: a da mulher sábia, que edifica com temor e discernimento, e a da mulher tola, que, muitas vezes sem se dar conta, destrói com as próprias mãos aquilo que deveria preservar.

A imagem da edificação nos remete ao fato de que construir leva tempo, requer esforço, planejamento e perseverança. Um edifício sólido não se ergue da noite para o dia. São indispensáveis fundações firmes, materiais de qualidade e trabalho contínuo. O mesmo se aplica ao lar: o coração da mãe precisa estar comprometido, diariamente, com uma obra que glorifique a Deus.

Por outro lado, demolir um prédio é fácil e rápido. Aquilo que levou anos para ser construído pode ruir em poucos instantes. Assim também acontece no ambiente familiar. Uma palavra ríspida, um espírito negligente, a ausência de oração, o desprezo pelos princípios bíblicos, a falta de comunhão com Deus e o mau exemplo são fatores que podem comprometer — lenta ou repentinamente — a estrutura do lar.

A edificação do lar cristão envolve:

    • Ensino: A mãe deve ser uma mestra no lar, ensinando aos filhos o temor do Senhor (cf. Deuteronômio 6:6-7).

    • Exemplo: Mais do que palavras, os filhos aprendem observando. A piedade prática da mãe é um sermão diário e silencioso. Lóide e Eunice, mãe e avó de Timóteo, são exemplos de mulheres que deixaram um legado de fé (cf. 2 Timóteo 1:5).

    • Disciplina: Amor sem correção gera filhos mimados; correção sem amor gera filhos revoltados. A mãe sábia busca o equilíbrio bíblico (cf. Provérbios 13:24).

    • Amor sacrificial: Edificar o lar exige renúncia, tempo, escuta, empatia e oração constante. É uma obra feita com lágrimas, mãos calejadas e joelhos dobrados.

Cada atitude da mãe — desde suas reações diante das frustrações até a maneira como trata o marido e os filhos — contribui para a edificação ou para a destruição do lar. Palavras ditas no calor da emoção ou em espírito de mansidão deixam marcas duradouras no coração da família.

A mulher sábia é intencional. Ela vigia seus pensamentos, guarda suas palavras, administra bem seu tempo, cultiva sua comunhão com Deus e serve à sua família como quem serve ao Senhor. Ela entende que sua obra não é apenas emocional ou material, mas espiritual, com impacto eterno.

Mãe, suas atitudes não são neutras. Cada gesto, cada decisão, cada silêncio, cada oração — ou a ausência dela — molda o ambiente do seu lar. Você está edificando ou demolindo? Está criando um espaço onde Deus é ensinado, temido e adorado, ou um ambiente marcado por negligência espiritual?

Que cada mulher cristã reflita com seriedade: sou uma edificadora sábia, ou estou, com minhas próprias mãos, ferindo a estrutura da casa que Deus me chamou para construir?

Oração:

Senhor Deus, dá sabedoria às mães cristãs para que edifiquem seus lares sobre a rocha que é Cristo. Fortalece-as na Palavra, guia-as em cada decisão, e que suas mãos, palavras e atitudes sejam instrumentos de edificação para a glória do Teu nome. Em nome de Jesus. Amém.


segunda-feira, 20 de março de 2023

Dez motivos para participar do coral de sua igreja

“A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração.” (Colossenses 3:16)

Coral
Imagem: Pixabay
Pr. Cleber Montes Moreira

1. Os corais são uma tradição antiga nas igrejas; preservando-os, preservaremos a nossa história.

2. O louvor é parte importante de nossa adoração. As músicas selecionadas que exaltam a Deus e sua obra, lhes são um louvor agradável.

3. O fortalecimento da comunhão. O canto coral coopera para fortalecer os laços entre os membros da igreja.

4. Os corais das igrejas são um celeiro de novos talentos, pois ajuda os crentes a desenvolverem suas habilidades musicais e vocais. Ao longo do tempo, muitas pessoas que fizeram da música o seu ministério, descobriram seu talento musical ao iniciarem nos corais das igrejas.

5. Oportunidade para operar o dom dado pelo Espírito Santo. Cantar no coral da igreja é uma forma de servir a Deus e à igreja por meio dos talentos e habilidades musicais.

6. Prática da mordomia. Não apenas pelo exercício do dom, mas pelo bom emprego do tempo disponibilizado para os ensaios e para as apresentações. Sejamos mordomos fiéis, em tudo!

7. Engajamento. O coral pode ser uma estratégia para envolver os membros da igreja em outras atividades. Ao ensaiar para as suas apresentações dominicais, ou para ocasiões especiais, os irmãos estão desenvolvendo sua habilidade cooperativa. Isto ajuda no engajamento dos membros para a realização de outras tarefas e para a boa operação da igreja.

8. Ensino e promoção da doutrina. Nossas músicas precisam ser selecionadas criteriosamente, pois devemos cantar o que cremos. Assim, os hinos, as cantatas, são excelentes formas de ensino, de fortalecimento dos salvos e propagação da fé.

9. Evangelização. Quando cantamos, nos comunicamos com Deus e com os homens. As mensagens das músicas selecionadas podem ser usadas como ferramenta na evangelização.

10. Alegria. O esforço empreendido ao ensaiar para um domingo, uma cantata, ou apresentação especial é recompensado pela alegria de oferecer o seu melhor louvor para Deus. Quando este propósito é atingido, esta alegria é multiplicada.

“E, depois destas coisas ouvi no céu uma grande voz de uma grande multidão, que dizia: Aleluia! A salvação, e a glória, e a honra, e o poder pertencem ao Senhor nosso Deus (…). E ouvi como que a voz de uma grande multidão, e como que a voz de muitas águas, e como que a voz de grandes trovões, que dizia: Aleluia! pois já o Senhor Deus Todo-Poderoso reina.” (Apocalipse 19:1,6)

Quem louva a Deus aqui, está ensaiando para louvá-lo na eternidade. Pense nisso!

sábado, 8 de agosto de 2020

Incrédulos louvam?

Fora do relacionamento com Deus ninguém é capaz de produzir qualquer expressão agradável ao Pai, nada que possa ser chamado, verdadeiramente, louvor

Imagem de Candelario Gomez Lopez por Pixabay

Pr. Cleber Montes Moreira

“Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.” (João 4:23, 24)

 

O texto bíblico trata de adoração. Adorar é um conceito amplo, que vai além de simplesmente louvar. No entanto, desejo particularizar este aspecto e refletir mais especificamente sobre o louvor, considerando-o como um ato, um elemento ou uma expressão da adoração.

Certa vez ouvi relatos de pessoas que, durante uma conversa em grupo, elogiavam a participação de alguém em um evento secular, afirmando que “fulano louvou muito bonito”. Após a apresentação, alguém perguntou ao referido indivíduo se frequentava alguma igreja evangélica. A resposta foi negativa: ele nunca havia participado de uma. Pelo que se soube, não possuía testemunho de conversão nem compromisso algum com o evangelho de Cristo.

“Louvar” parece estar na moda, e até os incrédulos louvam. Sem entrar no mérito da qualidade ou do conteúdo dos louvores atuais, as músicas gospel têm ampla aceitação e tocam profundamente o emocional de muitas pessoas. Algumas canções se tornam tão populares que até aqueles alheios às questões religiosas as conhecem e as cantam. Aliás, louvar já não é algo exclusivo dos cristãos. Muitos louvam em suas casas, nas ruas, em programas de TV, auditórios, festas e shows. Certo cantor chegou a afirmar: “Não sou evangélico, sou cantor gospel.” Embora seja uma declaração sincera, surge a pergunta: incrédulos podem louvar? Seus louvores são aceitos por Deus?

O salmista declara: “Os mortos não louvam ao Senhor” (Salmos 115:17a). Esses “mortos” representam tanto os ídolos inanimados quanto aqueles que os adoram, os mortos vivos deste mundo e os que já partiram sem um encontro com Cristo. Mortos não louvam. Toda pessoa sem o Salvador está espiritualmente morta em suas ofensas e pecados (Efésios 2:1). Sem vida em Cristo, o louvor do perdido é apenas palavras ao vento, sem valor ou propósito, pois ninguém pode louvar com os lábios sem antes louvar com a vida.

Os verdadeiros adoradores adoram em espírito e em verdade, diferentemente da samaritana, que adorava o que não conhecia (João 4:22,23). O mesmo princípio se aplica ao louvor. Louvor sem conhecimento de Deus, sem compromisso com Ele e sem uma vida transformada pode ser qualquer coisa, menos louvor. Assim como a oração eficaz é a do justo, o louvor que agrada a Deus vem dos redimidos. Fora de um relacionamento pessoal com o Pai, não há verdadeira adoração nem qualquer expressão que Lhe seja aceitável. A samaritana, talvez, tivesse vínculos com a religião de seus antepassados, mas carecia de um relacionamento genuíno com o Deus vivo.

Hoje, muitos se intitulam adoradores, e muitas coisas são chamadas de louvor. No entanto, assim como “nem tudo que reluz é ouro”, nem todos os que dizem “Senhor, Senhor” pertencem a Ele.

Mais do que louvores, Deus busca vidas santas entregues no altar. Mais do que atos de adoração, Ele busca adoradores que O adorem em espírito e em verdade, pois nem tudo o que sai dos lábios vem do coração, e nem todo som produzido pelo homem é um louvor nascido de uma vida transformada. Pense nisso!

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