A Palavra: Evangelização
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sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Com a morte, cessa a oportunidade

 “E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo.” (Hebreus 9:27)

Túmulo
Imagem gerada por IA

Pr. Cleber Montes Moreira

O dia 2 de novembro é conhecido, especialmente entre os católicos, como o “Dia de Finados”. Nessa data, muitas pessoas homenageiam familiares, amigos e conhecidos que já partiram, visitando cemitérios, levando flores, acendendo velas e até mesmo intercedendo pelos mortos. Segundo o site da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, “O Dia de Finados, celebrado em 2 de novembro, é uma data profundamente significativa para a Igreja Católica. Neste dia, a Igreja convida os fiéis a dedicarem orações às almas dos falecidos, com especial ênfase nas almas que ainda estão no purgatório. Mais do que um momento de luto, o Dia de Finados é um momento de fé e esperança, baseado na crença da vida eterna e da ressurreição dos mortos.”1

Mas a doutrina bíblica, a única fonte infalível de fé e prática, anula por completo a crença de que a intercessão dos vivos tenha qualquer efeito sobre o estado dos que já morreram, bem como destrói a ideia da existência de um purgatório. A Palavra de Deus declara claramente: “E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo” (Hebreus 9:27). A morte é seguida pelo juízo, e não por um período intermediário em que orações, missas ou qualquer outro tipo de prática humana possam mudar o destino eterno de alguém.

Na parábola do rico e Lázaro, Jesus nos ensina que, após a morte, existe um abismo intransponível entre o lugar de tormento e o lugar de consolação: “E além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós, não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá” (Lucas 16:26). Essa passagem destrói qualquer possibilidade de comunicação ou intercessão eficaz entre os vivos e os mortos.

É verdade que a Palavra de Deus muitas vezes desaponta, porque confronta tradições e crenças que se tornaram parte da cultura religiosa de muitos. Entretanto, a Bíblia não foi escrita para agradar aos homens, mas para revelar a verdade que liberta. Crer na eficácia de missas e rezas pelos mortos é, ainda que inconscientemente, diminuir o valor da obra redentora de Cristo. É abrir mão da graça para se apoiar em obras humanas. A salvação é totalmente obra de Deus e foi plenamente consumada na cruz. Quando Jesus exclamou: “Está consumado” (João 19:30), Ele declarou que Sua missão redentora estava completa, perfeita, e não carecia de complemento algum. Nenhum sacrifício adicional, nenhuma purificação posterior, nenhum “purgatório” é necessário. O que Cristo fez é suficiente — e basta!

A vida eterna é uma escolha pessoal e intransferível, feita enquanto ainda vivemos. Depois da morte, não há segunda chance, nem possibilidade de arrependimento. Jesus afirmou: “Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus” (João 3:18). A condenação ou salvação eterna é determinada pela decisão que cada pessoa toma nesta vida. Quem crê em Cristo é salvo; quem O rejeita já está condenado. A eternidade de cada um é selada pela resposta que dá ao Evangelho.

Talvez esta mensagem confronte suas crenças e abale tradições que você sempre considerou verdadeiras. Se isso aconteceu, entenda: é o amor de Deus que o está chamando à verdade. A Sua Palavra é lâmpada para os pés e luz para o caminho (Salmos 119:105), e somente ela revela o caminho da salvação. Doutrinas humanas, por mais antigas e bem-intencionadas que sejam, não têm poder para mudar o destino eterno de ninguém.

O próprio Senhor Jesus foi categórico ao ensinar que há apenas dois destinos eternos e imutáveis: “E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna” (Mateus 25:46). Não há menção de purgatório, nem de segunda oportunidade após a morte. O texto é direto e definitivo: ou tormento eterno, ou vida eterna. Crer em Jesus não é apenas aceitar intelectualmente que Ele existe, mas entregar-Lhe a vida, render-se à Sua autoridade e confiar unicamente em Sua obra redentora.

Pelos mortos nada mais podemos, mas pelos vivos há muito o que fazer. Podemos orar, evangelizar, ensinar e advertir, para que conheçam a verdade antes que seja tarde. E, se você ainda não tem certeza de onde passará a eternidade, este é o momento de decidir. Entregar-se a Jesus é mais que uma reação emocional ou um simples assentimento intelectual — é uma mudança de mente e de direção, é abandonar toda confiança em religiões, tradições ou méritos pessoais, e depositar toda a fé unicamente em Cristo e em Sua obra perfeita.

Você gostaria de entregar sua vida a Jesus hoje? Faça isso agora mesmo, com sinceridade e fé.

Oração:

Querido Deus, eu creio na suficiência e exclusividade da obra de Cristo na cruz. Pela fé, renuncio a tudo quanto antes cri e deposito toda a minha confiança apenas em Jesus, o Salvador. Peço que me ajudes a compreender melhor a Tua Palavra e a abandonar convicções e práticas que me afastam de Ti. Entrego a minha vida, sem reservas, a Jesus, e O confesso como meu único Senhor e Salvador. Que o Teu Espírito Santo habite em mim, transforme a minha mente e me ensine a viver de modo digno do Evangelho. Em nome de Jesus, amém.


“Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.” (Romanos 10:9)

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 https://arqrio.org.br/o-dia-de-finados-na-igreja-catolica/ (acessado em 31/11/2025)

segunda-feira, 19 de maio de 2025

Buscando os Desviados: Salvando Almas da Morte

“Irmãos, se algum dentre vós se tem desviado da verdade, e alguém o converter, saiba que aquele que converter um pecador do erro do seu caminho, salvará da morte uma alma, e cobrirá uma multidão de pecados.” (Tiago 5:19,20)

evangelização
Imagem gerada por AI

Pr. Cleber Montes Moreira

Após abordar temas como a paciência nas provações, a importância da oração e o cuidado com os enfermos, Tiago conclui sua epístola voltando-se à responsabilidade mútua dentro da igreja, com foco especial na restauração daqueles que se desviam da verdade.

Jesus é a verdade (João 14:6). Portanto, desviar-se da verdade é afastar-se dEle. Tal desvio pode ocorrer tanto no abandono da sã doutrina quanto na queda moral. Quem se afasta da Palavra de Deus inevitavelmente também se distancia do padrão de santidade exigido pelo evangelho. O próprio Senhor afirmou: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (João 17:3). Conhecer a Deus não é apenas ter informações corretas sobre Ele ou dominar as Escrituras, mas viver em comunhão com Ele por meio de uma fé viva — frutífera e operante.

Infelizmente, não é raro que alguns, dentre nós, se afastem de Deus e da comunhão com a igreja. Uns vacilam na fé e caem em armadilhas; outros são seduzidos pelos encantos deste mundo ou pelos enganos de falsos evangelhos. Há ainda aqueles que caminham conosco, mas nunca nasceram de novo.

Se alguém entre nós se tem desviado da verdade, nossa responsabilidade é conduzi-lo de volta — não com julgamento implacável, mas com amor, firmeza e compaixão. Tiago declara que aquele que fizer “converter um pecador do erro do seu caminho, salvará da morte uma alma, e cobrirá uma multidão de pecados” (v. 20). A restauração dos desviados não é missão exclusiva do pastor ou dos diáconos, mas responsabilidade de todo o corpo de Cristo. E a pergunta que nos confronta é: como temos reagido diante dos que se afastam? Com amor sacrificial ou com indiferença? Com oração e ação ou com descaso? Ou estamos simplesmente ocupados demais?

Uma das coisas que mais me entristecem no contexto da igreja é a facilidade com que desistimos das pessoas. Enquanto nós desistimos, o diabo trabalha; enquanto somos indiferentes, o mundo acolhe; enquanto não buscamos a ovelha desgarrada, o inimigo lhe apresenta convites sedutores; enquanto não nos compadecemos, o lobo voraz está à espreita.

Tenho vivido situações em que peço ajuda a irmãos para trazer de volta alguns que se afastaram. Uma das desculpas mais comuns é: “não tenho tempo”. Mas não ter tempo para “salvar da morte uma alma” é um sintoma trágico da frieza espiritual que tem contaminado a igreja. A falta de empatia revela a ausência de amor genuíno e uma conformidade com a indiferença praticada por um mundo sem Deus.

É claro que não somos nós quem convertemos os pecadores — isso é obra do Espírito Santo. Mas Deus nos chama para sermos instrumentos em Suas mãos. E, se nos recusamos a participar de algo tão importante e urgente, não seríamos nós mesmos os que precisam de conversão? Não seria essa indisposição um sinal de que também estamos desviados da verdade?

Quantos desviados da fé você conhece? Quantos você tem buscado? E se você escolhesse um deles para orar e agir com perseverança, será que Deus não poderia usá-lo como canal de restauração?

Aplicação:

Não ignore aqueles que se afastaram da fé. Em vez de criticá-los ou esquecê-los, seja um instrumento de reconciliação. Ore por eles, vá ao encontro, insista em amor. Você pode ser a pessoa que Deus usará para salvar uma alma da morte espiritual. Faça disso um compromisso: escolha um nome, dobre os joelhos, estenda a mão e persevere em amor.

Oração:

Senhor, dá-me um coração compassivo e sensível aos que se desviaram dos Teus caminhos. Usa-me como instrumento de restauração, com amor, sabedoria e perseverança. Que eu nunca me conforme com a perda de uma alma. Em nome de Jesus, amém.


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quinta-feira, 21 de novembro de 2024

Não por força, nem por violência

Mansidão e dependência: a verdadeira arma do cristão

Evangelizando
Imagem gerada por AI

Pr. Cleber Montes Moreira

“E respondeu-me, dizendo: Esta é a palavra do Senhor a Zorobabel, dizendo: Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.”
(Zacarias 4:6)

Enquanto voltávamos de uma viagem missionária, alguns irmãos de nossa caravana compartilhavam seus testemunhos sobre as experiências vividas. Um dos evangelistas contou que, ao abordar um homem, ouviu dele: “Se você continuar falando desse Jesus, te dou um soco na cara!”. O crente, calmamente, prosseguiu falando do Senhor e do plano de salvação. De repente, seu ouvinte desferiu-lhe um soco no nariz. Ele abaixou a cabeça, e o sangue escorreu até o chão. Instantes depois, levantou-se, ensanguentado, e continuou, com mansidão, apresentando o evangelho. Enquanto ele ainda falava sobre o grande amor de Deus, o homem violento não conseguiu conter-se e começou a chorar. Arrependido, não apenas de sua violência, mas de seus pecados, aceitou a salvação oferecida. Naquela mesma noite, já estava na igreja junto a outros irmãos.

Ao recordar este relato, não penso apenas na lição sobre evangelização, mas também no modo como resolvemos os conflitos. O evangelista não respondeu rispidamente, mas manteve uma postura branda, humilde e amorosa, o que desarmou seu oponente. Quantas vezes tentamos resolver as coisas com um espírito beligerante, agindo de forma impulsiva, “partindo para a briga” e tentando impor nosso ponto de vista! No entanto, isso não funciona. Agindo assim, criamos batalhas desnecessárias e gastamos energia em esforços inúteis. Quem age dessa forma não se torna vitorioso, mas derrotado.

Jesus nos ensinou um princípio poderoso: “Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mau; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; e, ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; e, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas” (Mateus 5:38-41).

Outro exemplo relevante é o de Zorobabel, governador de Judá, que recebeu de Deus a missão de reconstruir o templo no período em que os primeiros cativos retornavam da Babilônia. Diante da oposição dos inimigos que tentavam enfraquecê-lo e impedir a obra, o Senhor usou o profeta Zacarias para lembrá-lo de onde vem a verdadeira força e poder: “Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos” (Zacarias 4:6).

Quem se exalta, confia em suas próprias forças e recorre a armas humanas não está apto para vencer certas batalhas. Por outro lado, aquele que se humilha debaixo da potente mão do Altíssimo e se faz dependente do Todo-Poderoso tem vitória garantida. Não importa o que seus inimigos ousem fazer, pois, “agindo Deus, quem o impedirá?” (Isaías 43:13).

O modo como agimos e reagimos diante de conflitos e oposição revela muito sobre nosso caráter, e também determina nossos sucessos ou fracassos. Que possamos confiar no Senhor e agir conforme os princípios que Ele nos ensina, para que, em todas as coisas, Seu nome seja glorificado. Pense nisso!

terça-feira, 30 de julho de 2024

Fazer discípulos: missão e responsabilidade

 A grande comissão: o dever de todo discípulo

Evangelizando
Imagem: Freepik
Pr. Cleber Montes Moreira

“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações…” (Mateus 28:19)

Como discípulos de Jesus Cristo, temos uma missão clara e imperativa: fazer discípulos de todas as nações, conforme o mandamento de Jesus em Mateus 28:19-20. Discípulos fazendo discípulos é o modo como a igreja avança. Essa “Grande Comissão” é uma responsabilidade que recai sobre cada crente, independentemente de idade, posição ou habilidades. Mas como podemos cumpri-la de maneira eficaz e comprometida?

A missão começa no lar, onde cada salvo deve evangelizar seus familiares por meio de palavras e vida exemplar. Nossas ações falam alto e são uma forma poderosa de testemunho. Além de compartilhar verbalmente as Boas-Novas da salvação, demonstrar o amor de Cristo em nosso comportamento diário é uma maneira eficaz de revelar o evangelho àqueles que tanto amamos.

Além de alcançar os nossos, somos chamados a expandir nosso testemunho para aqueles em nossa rede de relacionamentos. Colegas de escola, de trabalho, de academia, vizinhos e outros conhecidos são pessoas com quem temos contato regular. Cada interação é uma oportunidade para compartilhar a salvação oferecida por Jesus Cristo. Muitas vezes, uma palavra gentil ou um ato de bondade pode abrir portas para conversas evangelísticas. Esteja atento às oportunidades!

Nossa visão também deve alcançar o mundo. Nem todos têm a oportunidade de ir a lugares distantes para evangelizar, mas isso não significa que estamos isentos de responsabilidade. Podemos apoiar missionários que vão a esses lugares, seja financeiramente, com orações ou outras formas de suporte. Eles atuam como nossos olhos, pernas, mãos, bocas e joelhos, sensíveis às necessidades das pessoas, intercedendo pelos perdidos e levando o evangelho onde não podemos alcançar fisicamente.

Não há um só dia em que Deus não nos dê a oportunidade de testemunhar. Seja em casa, na escola, no trabalho, na academia, em um banco de praça, no ônibus, no metrô, em uma fila, etc. – cada encontro é uma chance de compartilhar o amor de Cristo. O texto de Ezequiel 33:6-8 nos lembra da gravidade do descumprimento da missão: se falharmos em avisar os outros sobre o perigo da perdição eterna, nos tornamos culpados de sua desgraça. A omissão é uma ofensa grave contra Deus.

Não há justificativas para não testemunhar. Qualquer desculpa que possamos dar é uma afronta àquele que nos comissionou e nos dá as oportunidades para proclamarmos o evangelho. Se você é salvo, então você tem um trabalho a realizar. Não se omita. Faça-o com alegria, sabendo que está contribuindo para o resgate de almas do inferno e para glorificar a Deus.

Se você não tem cumprido a missão, comece agora mesmo, pois Deus o requer. Se você já tem feito novos discípulos de Jesus, prossiga em sua jornada levando outros ao encontro com o Salvador.

quinta-feira, 25 de julho de 2024

A Maior Demonstração de Amizade: Levar Nossos Amigos a Jesus

Cuidado além das Necessidades Temporais: A Busca pela Salvação de Nossos Amigos

Paralítico
Imagem de John Paul Stanley. Fonte: imagensbiblicasgratis.org

Pr. Cleber Montes Moreira

“Homem, os teus pecados te são perdoados” (lucas 5:20)

O episódio dos amigos que levam o paralítico até Jesus, entre outras lições, nos ensina a importância de estarmos atentos às necessidades de nossos amigos. Ajudá-los, ouvi-los, aconselhá-los, oferecer nosso “ombro amigo” e orar por eles são demonstrações de amor sincero. No entanto, precisamos reconhecer a maior e mais urgente necessidade de nossos amigos que ainda não entregaram suas vidas ao Salvador.

Embora a Bíblia não detalhe, é natural imaginar que aqueles presentes esperassem uma demonstração de poder visível por parte de Jesus, resultando na cura imediata do homem. Talvez tenham ficado desapontados ao ouvirem: “Homem, os teus pecados te são perdoados.”

Muitas pessoas se decepcionam com Jesus porque esperam d'Ele cura física ou alguma bênção temporal. Isso ocorre porque não compreendem a real e maior necessidade humana: o perdão dos pecados e a salvação eterna! Jesus não disse que veio ao mundo para curar ou trazer soluções para nossos problemas terrenos, mas para “buscar e salvar o que se havia perdido” (Lucas 19:10). Ele também declarou: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância” (João 10:10). Essa abundância refere-se à salvação e não à saúde física ou a uma vida livre de problemas neste mundo.

Para a possível decepção de alguns presentes e para a crítica dos fariseus que não criam em Jesus, o primeiro ato do Senhor foi curar espiritualmente aquele homem. Ele transformou a vida do paralítico começando pelo mais importante e urgente. O Senhor sabe que não adianta ao homem ter saúde, dinheiro, um bom emprego, uma linda família ou qualquer outra coisa, se ele morrer e for para o inferno. Ele deseja que tenhamos todas essas coisas e, se Ele quiser, pode nos concedê-las, mas antes Ele se interessa em resolver nossa maior necessidade.

Na verdade, levar amigos a Jesus é a grande obra social que os crentes podem realizar. Ao crerem em Jesus, as pessoas abandonam seus pecados e vícios, tornando-se melhores maridos, esposas, filhos e pais, melhores patrões, melhores funcionários, melhores profissionais, melhores cidadãos, entre outros. A cura física transforma o corpo, mas a cura espiritual transforma todo o ser, pois implica novo nascimento e a garantia eterna da salvação; uma nova vida, aqui na Terra e na eternidade, segundo o padrão de Deus. Aquele homem não apenas pôde andar; mais que isso, ele se tornou uma nova criatura!

Façamos das necessidades temporais de nossos amigos uma oportunidade para demonstrar nosso amor sincero e levá-los ao Salvador — uma oportunidade evangelística. Não há maior demonstração de amizade do que levar alguém a Cristo. Pense nisso!

sábado, 20 de julho de 2024

Jesus: a Maior Demonstração de Amizade Verdadeira

O Amigo Incomparável: Um Chamado ao relacionamento com o Salvador

O amigo Jesus
Imagem gerada por AI
Pr. Cleber Montes Moreira

“Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.”
(João 15:13)

Mais que um mero sentimento, a amizade verdadeira é um compromisso profundo, alicerçado em amor, lealdade, entrega e abnegação. E não há maior exemplo de amizade verdadeira do que aquele demonstrado por Jesus.

Como diz a letra do hino 81 do Cantor Cristão: “Nenhum amigo há igual a Cristo! Não, nenhum, não nenhum…” O poeta explica a razão: “Outro não há que minha alma salve.” Como nenhum outro, “Cristo sabe das nossas lutas”. Ao contrário dos falsos amigos, “nenhum momento Ele me abandona”. No mundo, podemos ter muitos amigos, mas, além de Cristo, “nenhum amigo há tão nobre e santo”. Quem nele crê sabe que, por Ele, “crente nenhum é desamparado”. Que amigo maravilhoso é Jesus!

Embora não mereçamos, Jesus, por amor, tomou sobre si o castigo que era destinado a nós, morrendo em nosso lugar na cruz para nos conceder salvação. Sim, Ele morreu por nós mesmo “sendo nós ainda pecadores”, ou seja, enquanto éramos inimigos de Deus, revelando assim a vasta extensão e a profunda riqueza de Sua graça e misericórdia (Romanos 5:8).

Jesus mesmo disse que “ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos” (João 15:13). Contudo, Ele morreu por todos, repito, quando todos estávamos na condição de inimigos de Deus; Ele manifestou a todos os homens, sem distinção, a Sua graça salvadora (Tito 2:11), para que todos os que creem sejam salvos e reconciliados com o Pai (Romanos 5:10; 2 Coríntios 5:18,19; Colossenses 1:20).

Apesar de Jesus ter demonstrado amizade para com todos, a amizade é uma via de mão dupla, de modo que precisamos corresponder ao amor do Salvador. Isso consiste em crer nele e obedecer aos Seus mandamentos, para que possamos desfrutar de um relacionamento íntimo e eterno com Ele. Jesus declara: “Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando” (João 15:14).

A amizade com Jesus exige renúncia à amizade com o mundo. Como está escrito: “Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus…” e “qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Romanos 8:7; Tiago 4:4). O apóstolo João nos exorta: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele” (1 João 2:15). Portanto, ser amigo de Jesus significa viver de modo diferente do padrão da sociedade corrompida, rejeitando os valores e práticas que são contrárias ao evangelho.

Jesus é seu amigo. Mas, você é amigo de Jesus? Esta é a pergunta crucial que cada um de nós deve responder. Ser amigo de Jesus significa mais do que reconhecer Sua existência, mais do que saber coisas sobre Ele, mais do que admirá-Lo; significa viver em obediência, amor e fidelidade a Ele, o que somente é possível por meio da fé genuína e entrega a Ele do comando da vida. É através dessa amizade que encontramos paz, propósito e recebemos Dele a vida eterna.

Se você ainda não é um verdadeiro amigo de Jesus, reconheça Seu amor sacrificial agora mesmo, entregue-se a Ele pela fé e, em gratidão, dedique-se a viver para Ele.

sexta-feira, 31 de maio de 2024

Multiplicando a Fé: O Impacto do Evangelho no Lar

Criando Oportunidades para a Salvação de Nossos Familiares e Amigos: Lições da Conversão do Carcereiro em Atos 16

Batismo
Foto de Marcos Paulo Prado na Unsplash

Pr. Cleber Montes Moreira

“E, tirando-os para fora, disse: Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar? E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa.” (
Atos 16:30,31)


Muitos estudiosos debatem sobre o que exatamente o carcereiro quis dizer com sua pergunta sobre a salvação. Seja como for, a resposta dada por Paulo e Silas revelou claramente o que era necessário fazer para alcançar a vida eterna em Cristo. O texto diz que os apóstolos pregaram a Palavra do Senhor a ele e a todos os que estavam em sua casa (Atos 16:32). Esta Palavra, que constitui o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê (Romanos 1:16), desencadeou a fé que alcançou o coração daquele homem e de todos que ali estavam. Ele creu, cada pessoa em sua casa creu, e todos foram batizados naquela mesma noite. Que noite memorável! Digna de ser eternizada no texto sagrado! No versículo 34, lemos que aquele homem, “na sua crença em Deus, alegrou-se com toda a sua casa”. O hino não existia, é claro, mas sua letra pode muito bem traduzir o sentimento daqueles novos irmãos:

Ditoso o dia em que aceitei
Do meu Senhor a salvação;
A grande paz que eu alcancei
Perdura no meu coração.
 
Que prazer eu senti
No dia em que me converti!
[…] 
 
(Hino 407 do Cantor Cristão – Ditoso Dia – Philip Doddridge / William Edwin Entzminger)

 

O evangelho que nos leva ao Salvador é o mesmo que tem poder para salvar nossos familiares. O sentimento que levou aquele homem a trazer dois prisioneiros para falar de Jesus em sua casa deve ser o mesmo de cada cristão: abrir a Bíblia e ensiná-la, levar alguém para falar, realizar um culto evangelístico, acolher um pequeno grupo de estudo bíblico, testemunhar, gerar oportunidades… tudo isso deve ser feito sob a orientação do Espírito Santo e em oração. A fórmula continua a mesma: Crer no Senhor Jesus Cristo para ser salvo! E isso só é possível por meio do conhecimento das Escrituras; são elas que nos revelam Cristo e a vida eterna.

Ter a família unida no Senhor deve ser o anseio e a alegria de cada crente. Criar oportunidades para que os membros da nossa família ouçam o evangelho e se convertam é responsabilidade de todo aquele que já experimentou a salvação. Você tem feito isso? Pense nisso!


segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

Marciano não é deste mundo

“Não são do mundo, como eu do mundo não sou.” (João 17:16)

Pastor evangelizando
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Pr. Cleber Montes Moreira


Certa vez, o saudoso irmão Luís Carlos de Moraes convidou-me para uma visita evangelística a um senhor chamado Marciano. Ao chegarmos, iniciei prontamente a apresentação do plano de salvação. Após algum tempo, o homem interrompeu-me e disse: “Sabe, eu não acredito em nada disso. Não creio em Deus, na Bíblia, no céu e nem no inferno. Pra mim, morreu, acabou.” Confesso que fiquei surpreso, pois não havia sido informado de que Marciano era ateu. Posteriormente, soube que ele não apreciava crentes e não permitia visitas nem reuniões em sua casa, embora sua esposa fosse uma cristã que orava há anos por sua conversão.

Diante do cenário desfavorável, sob a orientação do Espírito, perguntei-lhe: “Marciano, o senhor é homem de aceitar desafios?” Ele respondeu afirmativamente. Então, propus que refletisse sobre a seguinte questão: “Sr. Marciano, se o Deus em quem creio não existe, se a Bíblia é fruto da mente humana, se o diabo é uma ficção, se não existem o céu e o inferno, o que eu tenho a perder?” Ele respondeu prontamente: “Nada.” Prossegui: “Se o Deus em que creio é verdadeiro, se a Bíblia é a Sua Palavra infalível, se existem o diabo, o céu e o inferno, o que o senhor tem a perder?” Ele respondeu, literalmente: “Estou ferrado.” Então concluí: “É sobre isso que quero que pense. Este é o desafio.”

Não muito tempo depois, reencontrei-o durante uma corrida de ônibus na cidade. Avistei-o quando estava prestes a descer, toquei seu ombro, e ele disse: “Precisa voltar lá em casa para a gente conversar.” Fiquei extremamente contente!

Poucos dias depois, durante uma reunião da equipe de evangelismo em minha casa, o irmão Luís Carlos chegou com um recado: “O Sr. Marciano está internado e pediu para falar com o pastor ‘magrinho’.” Ele havia esquecido meu nome. Fui, então, visitá-lo. E qual não foi minha surpresa? Marciano queria fazer sua decisão por Cristo. Havia refletido sobre a questão proposta. Deus falara ao seu coração e o Espírito Santo operara poderosamente. Ali, no hospital, auxiliei-o numa oração de entrega ao Salvador. Ele foi sincero e seu testemunho foi impactante. Dias depois, tive o privilégio de ser o primeiro a pregar num culto em sua casa.

Durante o breve período em que Marciano permaneceu entre nós, testemunhou com convicção sua fé, sempre reafirmando sua decisão e compromisso com Cristo. Acometido por um câncer, faleceu meses depois. Preguei em seu velório, quando pude relatar sua experiência de salvação e admirável firmeza no evangelho, mesmo sendo um novo crente. Hoje, Marciano não é mais deste mundo. Morreu para o mundo, morreu para sua incredulidade, morreu fisicamente, mas está vivo para Deus. Ele é um cidadão da pátria celestial!


“De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus” (Romanos 10:17).

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Postagem original, janeiro de 2015

domingo, 18 de junho de 2023

Uma carta do inferno

Omissão pecaminosa: consequências eternas da falta de testemunho cristão

fogo
Imagem: Freepik
Pr. Cleber Montes Moreira

“Se eu disser ao ímpio: Ó ímpio, certamente morrerás; e tu não falares, para dissuadir ao ímpio do seu caminho, morrerá esse ímpio na sua iniquidade, porém o seu sangue eu o requererei da tua mão.” (Ezequiel 33:8)

O hino 447 do Cantor Cristão começa da seguinte maneira: “Não te importa se algum dos amigos morrer sem ter conhecimento de Cristo? Deixas que, no Juízo, ele venha a dizer: ‘A mim nunca falaram de Cristo?’”

Conta-se que certo crente, após participar de um culto em que esse hino foi entoado, ao deitar-se para dormir, teve um sonho perturbador no qual recebeu uma carta do inferno, que dizia o seguinte:

Prezado vizinho,

Embora eu esteja atualmente em um lugar muito diferente, senti que era importante escrever-lhe para compartilhar uma experiência recente. Quero falar sobre certas coisas que descobri, mas infelizmente tarde demais.

Desde o meu falecimento, fui levado a um lugar que corresponde às descrições mais sombrias do inferno. Tudo o que é dito sobre esse lugar não chega nem perto da realidade que vivencio. Aqui, a dor e o tormento são constantes, e a escuridão prevalece. Não tenho palavras para expressar a agonia que sinto todos os dias, sabendo que não tenho mais qualquer esperança. Só consigo chorar. Viver sem Cristo foi a maior tragédia da minha existência. A eternidade sem Ele é terrível, e não há palavras para descrevê-la.

Enquanto estou aqui, lembro-me dos momentos em que nos cruzamos ao longo dos anos como vizinhos. Você sempre foi uma pessoa amigável, educada e respeitosa. Eu admirava sua vida bem-sucedida, sua família, a maneira honesta como trabalhava e como se relacionava com as pessoas. No entanto, há algo que me perturba profundamente, algo que preciso compartilhar com você.

Embora tenhamos conversado sobre muitos assuntos, feito coisas juntos, compartilhado risadas e até enfrentado alguns desafios, nunca tive a oportunidade de ouvi-lo falar sobre Jesus. Nunca uma única palavra sobre o amor e a salvação que Ele oferece, e isso só aumenta o meu sofrimento.

Não consigo imaginar a alegria que teria experimentado se alguém tivesse me falado sobre o Salvador e o Seu amor enquanto ainda havia tempo. Mas agora é tarde demais para mim. Meu desejo é que outros não venham para este lugar de tormento.

Assim como Deus designou Ezequiel como um atalaia para advertir o povo sobre o julgamento iminente, Ele também deu a cada cristão a missão de alertar os pecadores sobre o perigo de permanecerem no pecado. Aqueles que não cumprirem essa tarefa terão que prestar contas a Deus, pois Ele disse: “o seu sangue eu o requererei da tua mão”. A desobediência a essa responsabilidade deveria ser algo aterrorizante, porém, infelizmente, observamos uma realidade de omissão e desprezo.

Pense: Quantas pessoas que você conheceu neste mundo morreram sem salvação, para as quais você nunca falou sobre Cristo? E isso não te apavora?

sábado, 25 de fevereiro de 2023

“Eu preciso mudar de religião?”

A verdadeira decisão por Cristo tem a ver com uma nova mente, uma nova fé, um novo viver, uma nova identidade

evangelização
Imagem: Ben White, em Unsplash
Pr. Cleber Montes Moreira

“Também muitos dos que seguiam artes mágicas trouxeram os seus livros, e os queimaram na presença de todos…” (Atos 19:19)

Durante a evangelização pessoal, quando apresentamos Cristo ao pecador e o convidamos a entregar sua vida ao Salvador, é comum que pessoas apegadas a alguma tradição religiosa perguntem: “Para receber a Jesus eu preciso mudar de religião?”. Certamente que quase todo evangelista já ouviu esta pergunta. Alguns, na tentativa de facilitar a decisão do ouvinte, ou mesmo querendo ser agradáveis, acabam respondendo que estão pregando a Cristo, e não uma religião, deixando a pessoa bem confortável para dizer “sim” ao Senhor e continuar, ao mesmo tempo, presa às suas velhas tradições. O problema é que esta é uma resposta enganosa, uma vez que todo sistema religioso não fundamentado no evangelho é incompatível com a vida cristã, bem como uma estrada que leva para longe de Deus. E, como só há dois caminhos, o final não é o melhor (Provérbios 14:12).

Qualquer religião que pregue um salvador alternativo (Atos 4:12), que ensine que “todos os caminhos levam a Deus” (João 4:16), que apresente um(a) outro(a) mediador(a) (1 Timóteo 2:5), que ensine a confiar em intercessores além de Cristo (João 14:13,14; 15:16; Hebreus 7:25), que reverencie e/ou adore representações visíveis da divindade, dos santos ou de outros seres (Gênesis 20;3-5; Salmos 115:1-8; Isaías 44:9-19), que não exorte sobre a santificação e contra o pecado (Hebreus 12:14), que não instrua sobre o andar no Espírito e a mortificação da carne (Gálatas 5:16-26), que não proclame a abnegação e a cruz como condição para seguir a Jesus (Mateus 10:38) etc., consiste numa falsa religião, numa afronta à verdade e num instrumento de perdição.

A evangelização é um convite para Cristo, que exige o abandono de velhas convicções e o andar em novidade de vida. Paulo, antes extremamente zeloso de suas tradições religiosas, por encontrar o Salvador desprezou a sua antiga religião. Ele disse: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Coríntios 5:17). E aos filipenses escreveu: “Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo” (Filipenses 3:7-9). Para quem quer andar com o Senhor, as “coisas velhas”, obras do engano, incompatíveis com a fé genuína, perdem seu valor e são deixadas para trás (Lucas 18:28; Romanos 7:6,22).

Um belo exemplo que temos de desprendimento do passado vem de Éfeso, daqueles que antes seguiam “artes mágicas”: Porque entregaram suas vidas a Cristo, abandonaram suas antigas convicções e queimaram seus livros de magia publicamente. Foi um testemunho público, explícito, de verdadeira conversão, de mudança da mente, e a confirmação de seu compromisso com Deus.

Quando alguém te perguntar: “Para receber a Jesus eu preciso mudar de religião?” Seja sincero, fiel ao evangelho, e explique com amor: Você precisa bem mais que isso, você precisa “nascer de novo” (João 3:3) — ter uma nova mente, uma nova fé, uma nova vida, uma nova identidade — e este milagre acontecerá se você se entregar total e incondicionalmente ao Filho de Deus.

O bom evangelista, guiado pelo Espírito Santo, sempre encontrará palavras certas para dizer a verdade em amor. Pense nisso!

terça-feira, 30 de março de 2021

Sob a orientação do Mestre

Aqueles que se dedicam à missão, para que produzam frutos que glorifiquem a Deus, precisam estar sob a orientação do Mestre


Pr. Cleber Montes Moereira

Estavam juntos Simão Pedro, e Tomé, chamado Dídimo, e Natanael, que era de Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu, e outros dois dos seus discípulos.
Disse-lhes Simão Pedro: Vou pescar. Dizem-lhe eles: Também nós vamos contigo. Foram, e subiram logo para o barco, e naquela noite nada apanharam.
E, sendo já manhã, Jesus se apresentou na praia, mas os discípulos não conheceram que era Jesus.
Disse-lhes, pois, Jesus: Filhos, tendes alguma coisa de comer? Responderam-lhe: Não.
E ele lhes disse: Lançai a rede para o lado direito do barco, e achareis. Lançaram-na, pois, e já não a podiam tirar, pela multidão dos peixes.
(João 21:2-6)


Pedro decidiu pescar, e os demais discípulos que ali estavam resolveram ir com ele. Dentre eles haviam pescadores profissionais, experientes, porém passaram toda a noite e nada pegaram. Logo pela manhã Jesus apareceu na praia e lhes perguntou: “Filhos, tendes alguma coisa de comer?”, e eles responderam, “não” (v. 5). Então o Mestre lhes disse: “Lançai a rede para o lado direito do barco, e achareis” O resultado? “Lançaram-na, pois, e já não a podiam tirar, pela multidão dos peixes” (v. 6). Pergunto: Por que aqueles homens, acostumados ao mar, nada apanharam durante a noite inteira? Porque estavam orientados por si mesmos, confiados em suas habilidades, certos de sua capacidade. Porém, quando se colocaram sob a orientação do Mestre o resultado foi extraordinário.

Creio que este episódio ilustra muito bem o que ocorre hoje quando o assunto é “pescar” vidas para o reino eterno. Há pessoas confiantes na sabedoria e capacidade humana, que utilizam estratégias e métodos elaborados por “especialistas” humanos, que passam muito tempo trabalhando sem produzir frutos reais agradáveis a Deus — mesmo que produzam “adesões”. Diferentemente, aqueles que se dedicam à missão sob a Palavra do Mestre dos mestres, orientados pela sabedoria divina e capacitados pelo poder que vem do alto, produzem frutos que permanecem, e que fazem o céu se alegrar para a honra e glória do Altíssimo.

Temos lançado nossas redes crendo em nossa própria capacidade, estratégias e métodos, ou temos feito sob a orientação do Senhor? E qual tem sido o resultado de nosso trabalho? A decepção? A exaltação humana? Ou o louvor daquele que realmente é digno de glória? Pense nisso!

sábado, 28 de julho de 2018

Dar as mãos para salvar

Que tal darmos as mãos e, como instrumentos de Deus, formarmos uma corrente para resgatarmos os que perecem? 

Foto: Divulgação

“Porque nós somos cooperadores de Deus…” (1 Coríntios 3:9)

Pr. Cleber Montes Moreira


No dia 08 de julho de 2017, o que seria uma tragédia de terríveis proporções na praia de Panama City, na Flórida, transformou-se numa demonstração do que a união de força entre as pessoas pode realizar. Nove banhistas, sendo seis da mesma família, que estavam por se afogar, foram salvos por uma corrente humana de 80 pessoas.

Aconteceu quando uma mãe, ao ouvir os gritos de socorro de seus dois filhos, entrou correndo na água, junto com o pai das crianças, um primo, a avó e outras três pessoas que foram ajudar. Ao chegarem ao lugar onde as crianças estavam, com 5 metros de profundidade, perceberam que não conseguiriam sair dali e começaram a gritar.

Rapidamente a corrente humana que se formou para salvar aquelas vidas conseguiu avançar cerca de 100 metros mar a dentro. A avó sofreu um enfarto e foi hospitalizada, mas o restante da família e as outras três pessoas foram salvas graças a união dos que deram as mãos para salvar.

Este episódio serve como exemplo do que ocorre quando pessoas se unem em torno de um objetivo. O mesmo acontece quando cristãos dão as mãos, somando esforços, para salvar os perdidos. As mãos que se unem, os pés dos que vão, os joelhos que se dobram, os lábios que proclamam, os corações que pulsam por missões, a liberalidade dos irmãos… tudo isso são ações necessárias e eficazes para salvar pessoas sem Cristo, que se afogam no mar da perdição. Que tal darmos as mãos e, como instrumentos de Deus, formarmos uma corrente para resgatarmos os que perecem? Nós somos aqueles que Deus quer usar!

Foto: Divulgação


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