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terça-feira, 26 de dezembro de 2023

Resistindo à religião moderna: equilíbrio e firmeza em meio ao relativismo moral

Ancorados na Verdade: a ética cristã diante do “amor” enganoso

Marca da besta
Imagem gerada por IA
Pr. Cleber Montes Moreira

“Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!”
(Isaías 5:20)

Em uma decisão histórica, o Vaticano autorizou a bênção para “casais” homoafetivos. Embora a orientação contida em um documento autorizado pelo Papa Francisco, divulgado em 18 de dezembro (2023), esclareça que isso não altera a doutrina sobre o matrimônio e que os padres podem optar por não realizar o ritual, este é apenas um passo em direção à possível e talvez breve mudança dessa doutrina.

Também recentemente, uma família que se identifica como evangélica, em apoio a um membro que se vê como sendo do sexo oposto, participou de um evento esportivo em prol da “diversidade”, engajando-se em esforços pela aceitação daquilo que é condenado por Deus.

Em um vídeo postado em uma rede social, um rapaz celebra o que seria seu último Natal como menino, pois ele se prepara para realizar a sonhada cirurgia de mudança de sexo com o apoio de seus pais.

A Bíblia não nos ensina a rejeitar aqueles que praticam o pecado, mas sim a amá-los. No entanto, nunca devemos apoiá-los, nos alegrarmos ou nos conformarmos com suas práticas, pois elas conduzem à perdição. Tal atitude seria tão irracional quanto colaborar ou celebrar a morte de uma pessoa querida, pois é exatamente nisso que o pecado resulta: “Porque o salário do pecado é a morte…” (Romanos 6:23). Cooperar com as práticas daqueles que estão em pecado é comparável a ajudar alguém em sua intenção suicida. Um pai, uma mãe, um irmão, um amigo que se envolve nisso pode ser chamado por outro nome: homicida!

Pelas palavras do profeta Isaías, Deus é claro e firme em sua exortação: “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!” (Isaías 5:20). No entanto, este é precisamente o comportamento crescente neste tempo de relativismo moral e inversão de valores, em que a criatura desafia o Criador.

Não aceitar como fomos criados é rebeldia; é afirmar que o Eterno errou. Buscar mudar isso é fazer a vontade daquele que se opõe à obra divina, é render-se ao plano de Satanás, contrariando a Palavra que diz que fomos feitos à imagem, conforme a semelhança do Criador (Gênesis 1:26).

A marca da besta — o “novo pensamento” moldado pela Nova Ordem Mundial — tem sido implantada com sucesso com a ajuda da grande mídia e dos sistemas políticos em geral. Quem ousa discordar corre o risco do “cancelamento”.

Em tempos de confusão e relativismo moral, devemos estar ancorados na imutável e inabalável Palavra de Deus. O que a Bíblia chama de pecado, é pecado, ponto final, independentemente do que a sociedade chame. O discurso moderno sobre amor e tolerância é, na realidade, a nova religião mundial que dá ao pecador a falsa sensação de estar bem com Deus, quando, na verdade, está caminhando para a eternidade sem Ele.

O sábio afirma que “melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto” (Provérbios 27:5). Alguns diriam que é mais fácil amar do que repreender, ou “não julgueis”; mas que amor é esse que não aponta o erro, que não adverte do perigo, que não busca desviar alguém do caminho da morte? Eis aqui a estratégia bem-sucedida de Satanás: nada é pior do que o “amor” da religião moderna, pois é permissivo, complacente e enganoso ao ocultar a verdade e ao mesmo tempo aplacar consciências. Pense nisso!


quarta-feira, 15 de junho de 2022

O perigo do cristianismo progressista e seu falso evangelho

Franklin Graham: Por décadas, uma guerra tem sido travada contra o cristianismo bíblico que está sob o nome aparentemente inocente de “cristianismo progressista”

cristianismo progressista
Imagem: Sharon McCutcheon no Unsplash

Pr. Cleber Montes Moreira

“Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos […]. Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador…” (Leia Romanos 1:21-25)

 

Em artigo publicado no site da Revista “Decision Magazine”1, o pastor Franklin Graham fez uma dura denúncia contra o movimento evangélico progressista que, segundo ele, por décadas tem travado uma guerra contra o cristianismo bíblico. Ele ainda afirmou que este movimento “surgiu nos salões dos seminários, se infiltrou nos púlpitos de milhares de igrejas e foi propagado por uma mídia liberal ímpia”, e que “está empenhado em lançar dúvidas e minar os princípios fundamentais da Palavra de Deus”.

De fato, este alerta nos faz lembrar dos escritos de Judas e Pedro, bem como confirma que a Palavra de Deus se cumpre com exatidão: “Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo” (Judas 1:4); “E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade” (2 Pedro 2:1,2). Como bem disse o pastor e jornalista Eguinaldo Hélio Souza ao denunciar o modus operandi do cristianismo progressista, “a melhor maneira de destruir o evangelho é produzir um evangelho que não é o evangelho. O nome permanece, mas toda a essência é retirada”.

Com uma postura crítica e revisionista da teologia tradicional e da fé cristã, os progressistas apresentam um “evangelho” destoante da revelação de Deus nas Escrituras, palatável para aqueles que não suportam a sã doutrina (2 Timóteo 4:3) e que buscam conciliar vida carnal e religiosidade a fim de aplacarem suas consciências em relação ao pecado e ao juízo divino. Aliás, pecado e juízo são palavras ‘politicamente incorretas’, ofensivas e fora de moda, assim como inferno, doutrina, santidade e outras. Alguns termos, quando usados, podem apresentar conceitos e definições distintos de seus significados originais. Os proclamadores deste “evangelho” empacotado preferem adotar em seus discursos palavras como “amor”, “justiça social”, “tolerância”, “igualdade”, “diversidade” e “coletividade” dentre outras. Com discursos polidos e atrativos, trabalham para fundamentar ou reafirmar seus pressupostos antibíblicos por meio do que podemos chamar malabarismo ou contorcionismo teológico. Aqueles textos das Escrituras que não conseguem reinterpretar ou ressignificar, logo classificam como interditivos e/ou como parte de uma cultura patriarcal, machista, preconceituosa etc. Assim é que, embora utilizem a Bíblia, na prática, por relativizarem seus ensinos, negam sua inspiração, infabibilidade e suficiência.

No documento “Guia de Estudo: 8 pontos do Cristianismo Progressivo”, que pode ser baixado no Portal Progressive Chistianity, lemos que “os ensinamentos de Jesus fornecem apenas uma das muitas maneiras de experimentar a sacralidade e a unidade da vida, e que podemos extrair de diversas fontes sabedoria para nossa jornada espiritual”2 (tradução livre). Em outras palavras, a Bíblia é rejeitada como a “única regra de fé e prática” e colocada em igualdade com qualquer outra fonte de conhecimento. Neste guia os leitores ainda são encorajados a procurarem uma comunidade que inclua todas as pessoas: cristãos convencionais, céticos questionadores, agnósticos, pessoas de todas as classes e habilidades, pessoas de todas as orientações sexuais e identidades de gênero.

Por se tratar de um evangelho liberal, negar o pecado em termos bíblicos e difundir o universalismo, os cristãos progressistas acabam por repudiar a obra expiatória de Cristo na cruz — afinal, se não há pecado, e se Deus salvará a todos, a cruz já não tem sentido.

A afirmação da Reverenda progressista Irene Monroe, no Portal Progressive Chistianity, demonstra qual a crença progressista sobre a ressurreição do Senhor: “A ressurreição física de Jesus de sua crucificação é uma narrativa enquadrada na literatura apocalíptica judaica e cristã como metafórica e mística. Eu prego sobre a ressurreição de Jesus como uma forma de examinar as injustiças sociais que confrontam pessoas marginalizadas e desprivilegiadas. Para mim, as injustiças sociais são um pecado.” Mais adiante ela declara: “Muitos cristãos não percebem que com a visão clássica da cruz defendida por muitos conservadores como a exaltação de Jesus como homem, Jesus como branco e Jesus como heterossexual, essa visão desencoraja a solidariedade entre diversos grupos de pessoas que sofrem.”3 Deste entendimento decorrem as várias manifestações do Cristo como preto, mulher, transexual, índio etc. Lembro que em 2020 a Escola de Samba Mangueira, sob aplausos e participação de cristãos progressistas, levou à Sapucaí várias versões de Jesus Cristo: Negro, índio, mulher e LGBT4. Em 2015, durante a 19ª edição da Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) de São Paulo, uma transexual representou Jesus na cruz5. Assim, não apenas a Bíblia é ressignificada, seus valores relativizados, mas a própria pessoa do Senhor ganha várias versões num esforço claro para a desconstrução não apenas de valores, mas da própria imagem de Deus: “E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível…” (Romanos 1:23).

Em geral, ainda que alguns neguem, explicitamente ou não, na prática os cristãos progressistas defendem, dentre outras coisas:

  • outras fontes orientadoras e basilares para a fé e prática além da Bíblia;
  • a contextualização (revisionismo) das Escrituras;
  • a “descolonização” da teologia;
  • o ecumenismo;
  • a descriminalização do aborto;
  • a descriminalização das drogas;
  • a redefinição do conceito de família;
  • a ideologia de gênero;
  • o ingresso de LGBTQIA+ na membresia das igrejas;
  • uniões homoafetivas (alguns defendem até mesmo as uniões poliafetivas);
  • o uso da “linguagem neutra”;
  • a defesa das “minorias”;
  • pautas feministas;
  • o combate ao que chamam “masculinidade tóxica”;
  • o combate ao que chamam “racismo estrutural” na igreja;
  • um cristianismo sem regras em que o “amor” seja a única doutrina;
  • o universalismo: doutrina da reconciliação universal — a crença de que todos serão salvos;
  • o alinhamento político com a esquerda.

Os críticos dos cristãos progressistas são geralmente chamados por eles, dentre outras coisas, de “intolerantes” e “fundamentalistas”, entretanto, eles mesmos se fazem intolerantes e radicalizam seus discursos contra aqueles que conservam os valores da Palavra de Deus. Não é incomum a manifestação do “ódio do bem” contra conservadores por causa de suas posições bíblicas.

Em seu artigo, Franklin Graham nos lembra da exortação paulina: “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema” (Gálatas 1:8). Entre os crentes da Galácia alguns queriam “transtornar o evangelho de Cristo” (v.7), provocando inquietação por meio de um “ensino poluído”. Embora o contexto nos revele que tal exortação tinha como alvo combater aqueles que queriam levar os salvos de volta ao legalismo judaico, o princípio aqui estabelecido serve para desautorizar e repelir qualquer falso ensino, inclusive o chamado “cristianismo progressivo”, que de cristianismo não tem nada. Por proclamar um falso evangelho, como bem afirmou Graham, o cristianismo progressista pode conduzir pessoas para o inferno.

Os cristãos progressistas, por causa de seus discursos politicamente correto e alinhamento político, têm cada vez mais ocupado espaço na mídia secular onde difundem sua “teologia”, bem como atacam a fé tradicional. Além disso estão infiltrados nas denominações históricas, seja ensinando em seminários, no pastoreio de igrejas, especialmente no pastoreio de jovens, em cargos e comissões nas estruturas denominacionais, e em outras posições estratégicas, o que compromete o futuro das próximas gerações. Diante desta realidade é urgente que os filhos de Deus, em especial os líderes, ajam com zelo e rigor contra aqueles que promovem divisões e desvios entre o povo de Deus, primeiramente por meio do ensino bíblico saudável, depois resistindo e afastando do rebanho os lobos travestidos de ovelhas: “E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles. Porque os tais não servem a nosso Senhor Jesus Cristo, mas ao seu ventre; e com suaves palavras e lisonjas enganam os corações dos simples” (Romanos 16:17,18); “Destes afasta-te” (2 Timóteo 3:5); “Se alguém vem ter convosco, e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis. Porque quem o saúda tem parte nas suas más obras” (2 João 1:10,11).


1 https://decisionmagazine.com/franklin-graham-the-eternal-peril-of-progressive-christianity/
2 https://progressivechristianity.org/resources/study-guide-for-the-8-points-of-progressive-christianity-2012-pdf-download/
3 https://progressivechristianity.org/resources/do-you-believe-in-the-resurrection/
4 https://oglobo.globo.com/cultura/representacoes-de-jesus-trans-negro-mulher-geram-embate-entre-fe-liberdade-de-expressao-1-24210576
5 http://www.marechalnoticias.com.br/noticias/geral/transexual-seminu-imitando-jesus-cristo-cruscificado-em-parada-gay-provoca-revolta/

quarta-feira, 8 de junho de 2022

Igreja Menonita dos EUA aprova resolução permitindo que pastores celebrem uniões homoafetivas

Aquele que trabalha para revisar ou ressignificar as Escrituras para autorizar o pecado, além de encaminhar almas para o inferno, coloca-se debaixo de terrível condenação

LGBT
Imagem: Unsplash
Notícia comentada

Por Cleber Montes Moreira

Em sessão Especial da Assembleia de Delegados da Igreja Menonita dos EUA (MC EUA), de 27 a 30 de maio, foi aprovada, com placar apertado (267 sim, 212 não e 9 abstenções), uma resolução que aposenta as diretrizes para recepção de membros que antes proibiam os pastores de realizarem “casamentos” de pessoas do mesmo sexo.1 O documento intitulado “Uma Resolução para Arrependimento e Transformação”2, conclama a igreja ao “arrependimento pelos danos causados às pessoas LGBTQs”, bem como pede uma inclusão mais ampla dessas pessoas. Em seu primeiro parágrafo, lemos:

As políticas atuais da Igreja Menonita dos EUA violentam as pessoas LGBTQIA ao não afirmar suas identidades plenas concedidas por Deus e ao restringir sua participação plena na vida, ministérios e rituais da igreja em geral. A rejeição das pessoas LGBTQIA pelo MC USA silenciou e negou os chamados do ministério, dilacerou famílias, forçou os pais a escolher entre sua igreja e seus filhos e fez com que muitas pessoas LGBTQIA deixassem a igreja. Em alguns casos, a rejeição por parte de sua comunidade religiosa é um fator que faz com que as pessoas LGBTQIA se automutilem ou até cometam suicídio.

E, mais adiante:

Excluir as pessoas LGBTQIA da igreja é uma rejeição do prazer alegre de Deus na diversidade da criação e uma negação da imagem e do sopro divinos que animam toda a humanidade. Isso contraria o chamado e ministério de Jesus que, como “a imagem visível do invisível Deus” e aquele por meio de quem “Deus reconciliou tudo consigo mesmo”, oferece hospitalidade radical àqueles tradicionalmente desprezados e rejeitados pelas instituições religiosas e ensina que o amor é o cumprimento da lei. É uma negação da obra do Santo do Espírito que capacita os cristãos LGBTQIA a dar e receber todos os dons do Corpo de Cristo.

Na resolução ainda ficou definido o entendimento de “violência contra a comunidade LGBT” como “quando as ações de indivíduos, instituições ou estruturas de poder, intencionalmente ou não, ferem, danificam ou destroem o valor de um indivíduo ou grupo.”

Para esclarecimento, o documento revogado, intitulado “Diretrizes de Membros”, aprovado em 2001, era uma “resolução organizacional” que impactava diretamente a política da igreja, e que proibia a celebração de uniões homoafetivas, definia o termo casamento como a união entre um homem e uma mulher, e os relacionamentos homossexuais, extraconjugais e pré-maritais como atos pecaminosos.3

Dias antes da sessão especial revogar as “Diretrizes de Membros”, o Diretor Executivo da Igreja Menonita dos EUA, Glen Guyton, publicou um artigo afirmando que isso não forçaria as igrejas filiadas a realizarem “casamentos” homoafetivos ou terem um clero abertamente gay. “As congregações têm a autoridade final para contratar e demitir seus pastores como bem entenderem […]. As conferências têm ampla latitude na determinação de membros e credenciamento”, escreveu.

Embora notícias como esta sejam cada vez mais corriqueiras, e muitas igrejas e denominações estejam mudando seus documentos de fé, o que não dá para mudar é a Bíblia. Nela o padrão de Deus para o exercício da sexualidade humana é o relacionamento entre um homem e uma mulher no ambiente do casamento. Qualquer prática sexual fora deste padrão, heterossexual e monogâmico, é pecaminosa. O próprio Cristo reafirmou o que foi estabelecido desde o princípio: “Porém, desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea. Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á a sua mulher, e serão os dois uma só carne; e assim já não serão dois, mas uma só carne” (Marcos 10:6-8; Gênesis 2:23,24).

Tenhamos em mente que no mundo tudo passa, mas “a palavra do Senhor permanece para sempre” (1 Pedro 1:25). Aquele que trabalha para revisar ou ressignificar as Escrituras para autorizar o pecado, além de encaminhar almas para o inferno, coloca-se debaixo de terrível condenação. Creio que o princípio exposto em Apocalipse vale para toda a Bíblia: “Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; e, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro” (Apocalipse 22:18,19).


1 https://www.mennoniteusa.org/news/mc-usa-delegate-assembly-widens-the-circle-for-lgbtq-people-and-those-with-disabilities/ (acessado em 08 de junho de 2022)
2 https://www.mennoniteusa.org/wp-content/uploads/2021/10/A-Resolution-for-Repentance-and-Transformation-Rev-2.0.pdf
3  https://mennoniteusa.org/wp-content/uploads/2015/03/MembershipGuidelines_2013_July.pdf

segunda-feira, 23 de maio de 2022

“Os Subversivos” e a versão gospel do futuro (ou de hoje)

Uma das táticas usadas pela militância do movimento de inclusivo é “Ocupar, Resistir, Subverter”. O objetivo não é causar tumultos, nem dividir igrejas, mas infiltrar, ocupar posições, disseminar o pensamento e fazer discípulos

worship
Imagem: Unsplash

Pr. Cleber Montes Moreira

“Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador… Por isso Deus os abandonou às paixões infames…” (Romanos 1:25,26)

Durante aquela noite de carnaval, no palco montado na Praia do Agito, a programação da Igreja Evangélica do Futuro prometia emoções inesquecíveis, e nem mesmo um imprevisto desagradável acabaria com a festa. Os convidados para o evento, a pastora transexual Thalita Vallentine, da Igreja Inclusiva Internacional de São Paulo, o cantor gospel Chiquinho do Agogô, o Babalaô Pai Zequinha e a Ialorixá Mãe Rosa dividiram o palco em que proferiram mensagens de amor e tolerância. Após a equipe de louvor local levantar a multidão com seu axé, foi a vez da banda cristã LGBT ‘Os Subversivos’ sacudir o povo com seus louvores dançantes.

A lua cheia e a brisa do mar tornaram o clima ainda mais agradável. Os casais presentes, sem pudor farisaico, trocaram afetos, enquanto os desimpedidos participaram do “desafio do beijo”, brincadeira que virou febre, tudo num clima de muita festa e descontração.

Enquanto a programação transcorria, a normalidade foi quebrada por causa de fundamentalistas que, à distância, protestavam ostentando faixas com frases como “O Show tem que acabar” e “Voltemos ao Evangelho”. Mas, não demorou muito e a polícia conteve os desordeiros que foram levados para a delegacia sob a acusação de intolerância religiosa, preconceito e perturbação da ordem. Depois de pagarem fiança, os envolvidos foram liberados e responderão em liberdade.

Após o incidente a ordem foi restabelecida, e os organizadores proferiram uma emocionante oração ecumênica pela paz. Em seguida o Hino da Inclusão foi entoado, e todos recitaram a parte da letra projetada no telão, que diz:

Liberdade para servir e amar,

Inspirados sempre pela graça,

Para juntos na força do Espírito andar,

E nossas diferenças sempre respeitar.

 

O ecumenismo é uma artimanha maligna para enfraquecer a identidade cristã, e uma porta escancarada para o movimento inclusivo que, por sua vez, valendo-se de um discurso politicamente correto, regado de amor, apresenta um evangelho reducionista com a intenção de introduzir na membresia das igrejas pecadores sem a experiência do arrependimento e do novo nascimento. Na prática, é disseminada a mensagem de que todos são filhos de Deus, de que todos os caminhos levam ao Pai, e de que se pode viver como quiser e mesmo assim ter parte com o Eterno. Como já tem sido ensinado por um expoente da teologia inclusiva, como vemos num de seus sermões publicados no YouTube1, se você é capaz de amar, então você é salvo. A base para tal ensino, é: “Ama e faz o que quiseres”, uma frase tomada de Agostinho, usada fora de contexto e a pretexto.

Um dos lemas do movimento de inclusão é “Ocupar, Resistir, Subverter”. A estratégia não é causar tumultos, nem dividir igrejas, mas infiltrar, ocupar posições, disseminar o pensamento e fazer discípulos. Assim essa gente, que age com sutileza, tem alcançado os púlpitos das igrejas, cadeiras nos seminários e cargos denominacionais. São teólogos, pastores, líderes de jovens, professores, escritores etc. Os subversivos estão por toda parte, quase sempre imperceptíveis, trabalhando para desconstruir valores tradicionais e edificar uma igreja que não tem parte com Cristo.

“Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo” (Judas 1:4).

 

Em maio de 2019

1  https://www.youtube.com/watch?v=7e-Rm3Kq2C4 (acessado em 22 de janeiro de 2019)

terça-feira, 17 de maio de 2022

Deve um cristão celebrar o ‘Dia Internacional de Combate à ‘LGBTfobia’?

Um like diz sobre nós bem mais que possamos imaginar. Pode revelar, inclusive, quais são nossas convicções e as causas que defendemos

Bandeira LGBT
Imagem: unsplash
Opinião: Cleber Montes Moreira

Neste dia 17 de maio é celebrado o “Dia Internacional de Luta contra a LGBTfobia”. A data, que é considerada referência na promoção dos “direitos LGBTs”, “celebração da diversidade” e “luta contra todos os tipos de preconceito”,1 foi escolhida por coincidir com o dia em que a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1990, retirou o termo homossexualismo da lista de distúrbios mentais do Código Internacional de Doenças.2

Ao contrário do que ocorre em países fechados, onde a prática homossexual pode até levar à pena de morte, numa democracia todos têm direito à voz e à livre manifestação. Assim é que, neste exercício da liberdade, muitos foram às redes sociais para promover a data e manifestar apoio à causa: internautas, militantes, blogueiros, políticos, celebridades e até religiosos.

Dentre as diversas postagens e curtidas, muitos que se dizem cristãos também se manifestaram, desde os de linha progressista até membros de igrejas consideradas conservadoras, ora compartilhando textos e/ou imagens, ora deixando seu like ou deslike em postagens alheias, alguns apoiando, outros manifestando seu ponto de vista à luz de seu entendimento das Escrituras. Diante disso, pergunto: Deve um cristão celebrar o ‘Dia Internacional de Combate à Homofobia’?

Fato é que o cristão autêntico — como cristão e como cidadão — deve se opor a qualquer cerceamento da liberdade, como garantido na Constituição Federal, bem como condenar todo tipo de violência e preconceito, o que não implica apoio às causas contrárias à sua fé e valores, mas expressão de sua consciência.

Uma coisa é defender o direito do outro, outra é hastear a bandeira de sua causa. Assim é que o cristão reconhece que os LGBTs têm o direito de manifestar seu pensamento publicamente, defender sua causa e o que entendem por seus direitos de modo pacífico, ordeiro, respeitoso, sem jamais impor seu padrão aos que pensam diferente. Ao contrário de um like, esta disposição não significa, jamais, concordância — e discordar de certos valores e práticas é também um direito a ser respeitado e defendido: o que vale para um, vale também para o outro.

Particularmente — enquanto opinião não é criminalizada — entendo que um cristão que celebra o ‘Dia Internacional de Combate à LGBTfobia’, ou deixa seu like numa postagem de apoio, ainda que inadvertidamente ou por querer agir “politicamente correto”, está hasteando a bandeira de uma causa que lhe é, por natureza e por prática, contrária; mais que isso: uma causa que tem como foco a desconstrução da família segundo o modelo bíblico, e que labora contra os valores judaico-cristãos. Isso não é uma percepção particular, é uma realidade! Para exemplificar, cito, dentre os esforços da “causa”, o combate a “heteronormatividade” e a implantação de novos modelos de famílias como parte de um novo padrão que se objetiva impor. O texto que tentaram emplacar no PNDH III, de 2009, trata claramente deste esforço: “Reconhecer e incluir nos sistemas de informação do serviço público todas as configurações familiares constituídas por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, com base na desconstrução da heteronormatividade.”3 Assim percebemos claramente que, não os homossexuais, mas a militância LGBT tem um projeto claro contra a fé cristã e a família visando a demolição de seus fundamentos basilares. Endossando esta pauta, os teólogos inclusivos propõem, mesmo que veladamente, até mesmo a ressignificação da Bíblia como instrumento de subversão.

Afirmar ser cristão e apoiar, divulgar ou deixar um like num post cuja mensagem é contra os princípios bíblicos é no mínimo contraditório. É tão irracional quanto um americano, desfrutando de sua liberdade, fincar em seu jardim uma bandeira de um país comunista.

Um like é uma declaração de apoio, de concordância, de alinhamento. Uma postagem ou um simples like diz sobre nós mais que possamos imaginar. Pense nisso!


1 https://www.brasildefato.com.br/2020/05/17/dia-internacional-de-luta-contra-a-lgbtfobia-e-marcado-por-manifestacoes-virtuais (acessado em 19 de maio de 2021)

2  https://direito.mppr.mp.br/arquivos/File/1705SUSCombateLGBTfobia.pdf (acessado em 19 de maio de 2021)

3  https://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/os-gays-e-os-8220-esquerdos-8221-humanos/(acessado em 19 de maio de 2021)

quarta-feira, 21 de abril de 2021

Discurso fraudulento

A Teologia Inclusiva considera o “amor” como a única doutrina para o acesso a Deus, desprezando a fé, o arrependimento e o novo nascimento, afrontando a cruz e blasfemando contra o Salvador, ensinando que qualquer pecador, mesmo um ateu confesso, se é capaz de amar ao próximo, está salvo

“Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo.” (Colossenses 2:8)

Pr. Cleber Montes Moreira

Logo após a morte repentina de um ateu famoso, reconhecido por suas boas obras, internautas trataram de discutir sobre a condição daquele homem na eternidade. Poderia um “bom ateu” ir para o inferno? Seu bom coração e suas obras poderiam salvá-lo? Alguém indagou: “Adianta ter amor ao próximo e não acreditar em Deus”? Um pastor progressista logo respondeu: “Gente, ter amor ao próximo é acreditar em Deus!”

A teologia Inclusiva, na pratica, considera o amor como a única doutrina para o acesso a Deus, desprezando exigências bíblicas como o arrependimento e o novo nascimento. Assim, qualquer pecador, mesmo um ateu confesso, se é capaz de amar ao próximo, está salvo. Esta “teologia” (entre aspas mesmo), exalta a liberdade e despreza a cruz, debocha do evangelho, barateia a graça, torna desnecessária a obra de Cristo, e zomba do próprio Deus porque apresenta a mentira travestida de verdade. Para não dizer que rasgam a Bíblia, os teólogos inclusivos ressignificam sua mensagem para adequá-la aos interesses humanos e aplacar as consciências em relação ao pecado. Aqueles que defendem os valores do verdadeiro evangelho são tidos como “puritanos e castradores” que proferem uma “repetição infinda de velhas fórmulas moralistas, que escravizam as pessoas, em vez de libertá-las”.1

O discurso inclusivo pode até ser agradável, mas é enganoso e nefasto. É como se dissessem: “Evitem a porta estreita, nela há falso moralismo, muitas exigências inúteis, e o caminho é muito difícil. Entrem pela porta larga onde não há legalismos, onde sua liberdade não será tolhida, onde o ‘evangelho’ é suave e sua vida não será importunada.” Quer coisa melhor que um evangelho atrativo e sem a exigência da cruz? (Lucas 9:23)

“Se você é capaz de amar, tudo bem, nada mais importa, você está salvo!” Esta é a mensagem que gera ateus evangélicos, crentes num deus a seu gosto, guiados por uma “verdade” aprisionadora — mas que lhes dá uma falsa sensação de liberdade — e orientados por uma “bíblia” cuja leitura e entendimento se dá a partir dos anseios das pessoas, especialmente de certas minorias.

“Ter amor ao próximo é acreditar em Deus” é um discurso fraudulento, construído pelo inimigo mais sutil e ardiloso — Satanás — cujo propósito é alargar a porta do inferno.


1 http://teologiainclusiva.blogspot.com/ (acessado em 18 de fevereiro de 2019)

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