A Palavra: outubro 2022
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segunda-feira, 31 de outubro de 2022

Avivamento é voltar-se para Deus

Reconhecer o perigo, os erros cometidos, arrepender-se, invocar sinceramente a Deus e adotar uma postura de obediência é impreterível para que haja condições para um reavivamento

reviver
Imagem: Pixabay
Pr. Cleber Montes Moreira

“Assim nós não te viraremos as costas; guarda-nos em vida, e invocaremos o teu nome.” (Salmos 80:18)


Segundo o Dicionário Online da Língua Portuguesa, avivamento significa “ação ou efeito de avivar ou avivar-se (tornar mais vivo).”1 Em termos espirituais, podemos dizer, de forma resumida, que avivamento é uma renovação espiritual, uma busca por mais intimidade com Deus, por mais fervor espiritual e dedicação no trabalho cristão. Pensando biblicamente, só pode ser avivado aquele que já tem vida em Jesus Cristo — esta não é, portanto, uma experiência possível aos incrédulos, nem mesmo aos meros membros de igreja que não passaram pelo novo nascimento.

O salmo 80 é uma oração por livramento de inimigos que contendiam contra a nação e dela zombavam (v.6). No verso 18 há um pedido para a conservação da vida diante das ameaças dos povos vizinhos, e a promessa de que a nação não viraria mais as costas para Deus, mas invocaria o seu nome. Aqui há arrependimento e promessa de uma conduta diferente: um viver novo, de compromisso e verdadeira dedicação ao Senhor.

É notório que a grande necessidade de um avivamento hoje decorre de que muitos crentes viraram as costas para Deus. Moldados por um padrão de vida secular, vivem para seus próprios interesses e prazeres, e isso se reflete na vida em comum, no seio das igrejas. Estas, por sua vez, cada vez mais se especializam para atender às demandas humanas em detrimento de seu compromisso com a pregação honesta das Escrituras; estão comprometidas com o entretenimento, com o evangelho social e outras “necessidades” e demandas temporais, contrariando a sua natureza e ignorando seu propósito no mundo para edificação e capacitação dos salvos para o cumprimento da Grande Comissão.

Quem ‘vira as costas para Deus’ perde a vivacidade, e torna-se vulnerável diante do feroz inimigo de nossas almas, o diabo. Reconhecer o perigo, os erros cometidos, arrepender-se, invocar sinceramente a Deus e adotar uma postura de obediência é impreterível para que haja condições para um verdadeiro reavivamento. Pense nisso!


1  https://www.dicio.com.br/avivamento/

sexta-feira, 28 de outubro de 2022

Não arranje confusão

Quem não tem o que fazer, corre o risco de se ocupar de algo que não deve. A mente desocupada tem grande possibilidade de se transformar num ‘escritório do mal’

maçã
Imagem: Pixabay
Pr. Cleber Montes Moreira

“E aconteceu que, tendo decorrido um ano, no tempo em que os reis saem à guerra, enviou Davi a Joabe, e com ele os seus servos, e a todo o Israel; e eles destruíram os filhos de Amom, e cercaram a Rabá; porém Davi ficou em Jerusalém. E aconteceu que numa tarde Davi se levantou do seu leito, e andava passeando no terraço da casa real, e viu do terraço a uma mulher que se estava lavando; e era esta mulher mui formosa à vista.” (2 Samuel 11:1,2 – Leia em sua Bíblia todo o capítulo)

Davi estava no lugar errado, na hora errada, quando olhou para a direção errada e desejou a coisa errada. Ele deveria ter ido para a guerra, mas não foi. Ainda não era noite, era tarde quando ocioso levantou-se de sua cama e foi passear no terraço da casa real, de onde sua vista alcançou uma linda mulher que estava se banhando. Em seu coração ele a cobiçou, e mandou investigar a seu respeito. Depois mandou buscá-la e deitou-se com ela, e ela engravidou.

Quando alguém, mesmo sendo crente, deixa de lado suas obrigações, dá lugar a ociosidade e fica com sua mente desocupada, o pecado encontra condições favoráveis para florescer. Há um adágio que diz que “mente vazia é oficina do diabo”. Quem não tem o que fazer, corre o risco de se ocupar de algo que não deve. O rei tinha tudo, mesmo assim tomou a única cordeira de um homem pobre, ou seja, adulterou com sua mulher. Mais que isso, para legitimar seu caso amoroso articulou a morte de Urias, pessoa justa e cumpridora de seus deveres.

Quantos males um pecado pode causar? Davi desprezou a Palavra de Deus, e fez o que não devia. O adultério custou-lhe muito caro. A espada não mais saiu de sua casa, e coisas terríveis sucederam sobre sua família. Do que plantou colheu em abundância.

Alguém desocupado está sempre em condições de arranjar alguma confusão. Portanto, ocupe-se com coisas boas, honestas e que edificam. Procure colocar seu foco e pensamento nas coisas de cima, e não nas que são da terra, para não alimentar desejos carnais que possam levá-lo às práticas pecaminosas (Colossenses 3:2; Gálatas 5:16).

quarta-feira, 26 de outubro de 2022

Impulsos sexuais e santidade

Dominada por um ‘modo de pensar’ destoante do evangelho, nossa sociedade tem abandonado valores importantes, que precisam urgentemente ser resgatados, dentre eles a fidelidade conjugal e o conceito de que o enlace matrimonial deve ser para a vida toda

Maçã mordida
Imagem: Pixabay
Pr. Cleber Montes Moreira

“A vontade de Deus é que vocês sejam santificados: abstenham-se da imoralidade sexual. Cada um saiba controlar o próprio corpo de maneira santa e honrosa, não com a paixão de desejo desenfreado, como os pagãos que desconhecem a Deus.” (1 Tessalonicenses 4:3-5 — NVI).

Controlar os impulsos carnais não é fácil, e os impulsos sexuais são muito difíceis de dominar. É por isso que tantos jovens não conseguem esperar pelo casamento, e mesmo dentre os casados muitos são vencidos pela carne e acabam traindo seus cônjuges, o que provoca feridas sangrentas e até mesmo o fim do relacionamento.

Dominada por um ‘modo de pensar’ destoante do evangelho, nossa sociedade tem abandonado valores importantes, que precisam urgentemente ser resgatados, entre eles a fidelidade conjugal e o conceito de que o enlace matrimonial deve ser para a vida toda. Infelizmente, o “até que a morte os separe” deu lugar ao “seja eterno enquanto dure”, e mesmo o casamento tem sido substituído pelo “ficar juntos”. Esta nova mentalidade é fruto de um comportamento hedonista que floresce sobre os monturos da degradação moral, adubado pelo egoísmo. Neste contexto é difícil inculcar nas mentes a ideia de pureza sexual, uma vez que, mesmo os crentes sofrem demasiada pressão para seguir um padrão comportamental comum. Os que vieram do mundo lutam com dificuldade para se livrarem do pensamento secular, e os que nasceram em berço cristão sofrem todo tipo de influência externa. Isso sem falar que nem todos que estão na membresia das igrejas são, de fato, pessoas regeneradas por Cristo, e que até mesmo muitas “igrejas” têm se rendido ao secularismo e adotado padrões não cristãos. A pressão é tamanha que penso que muitos até sintam vergonha de conservarem certos princípios, receosos de serem ridicularizados: vergonha de dizer que é virgem, vergonha de ser fiel, vergonha de dizer que nunca “pulou a cerca”, vergonha de não se corromper… O padrão moral politicamente correto se impõe cada vez mais, fazendo marginalizados os que insistem em conservar certos princípios. Isso coopera para o menosprezo dos votos matrimoniais e o conseguinte aumento dos casos de divórcios.

Estamos no mundo, mas não somos do mundo. Somos regidos pelos valores do Reino eterno, e não pelos poderes seculares e transitórios. Paulo diz que a vontade de Deus é que sejamos santificados, ou seja, que nos abstenhamos da imoralidade sexual tão comum neste tempo. Busquemos uma vida de pureza, e nos esforcemos como guardiões dos valores cristãos em nossos lares. Que, pelo poder do Espírito Santo que em nós habita, consigamos controlar nossos impulsos para não cedermos a nenhuma paixão ou desejo desenfreado. Pense nisso!

terça-feira, 25 de outubro de 2022

Até que a morte os separe

Como cristãos que compreendem o ideal divino para o casamento, não podemos pensar a relação conjugal a partir da ótica de uma sociedade decadente

casal
Imagem: Unsplash
Pr. Cleber Montes Moreira

“Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.” (Mateus 19:6)

Anualmente acontece em Revere, a 8 quilômetros de Boston, o Festival Nacional de Escultura de Areia. São tartarugas, peixes, castelos enormes e outras construções admiráveis. Os escultores devem fazer seu trabalho sozinhos, e dispõem de apenas 30 horas, ao longo de quatro dias, para completar suas obras, tendo como material apenas areia e água da praia. Além da habilidade, os artistas têm que ter muito preparo físico para movimentar toneladas de areia.

Por mais imponentes que sejam aquelas obras de arte, sabemos elas duram muito pouco; logo com a ação do tempo, elas acabam ruindo, permanecendo apenas nas fotos e na memória dos turistas.

Há casais construindo 'casamentos de areia', que não resistirão às adversidades. Eles ruirão diante das dificuldades no relacionamento, da desconfiança, dos ciúmes, das fofocas, de intervenções externas, por causa do comportamento hedonista dos cônjuges, do conformismo com o padrão moral vigente na sociedade e outros fatores — como esculturas de areia, eles não têm consistência nem sustentação.

Vivemos na era dos relacionamentos descartáveis. Em 2021 ocorreram 80.573 divórcios no Brasil, um aumento de 4% em relação a 2020, batendo o recorde da série histórica iniciada em 2007.1 O divórcio, como Jesus nos ensinou, não é o propósito de Deus, mas fruto da “dureza do coração” humano dominado pelo pecado (Mateus 19:8). Há pessoas que se casam já pensando em “separar se não der certo”; que consideram o divórcio como solução e não como algo que deva ser evitado a todo custo; que não lutam pela manutenção do casamento porque têm uma mentalidade destoante da “mente de Cristo”. É verdade que há situações extremas, de abusos, de traições, de violência e risco de vida, quando a convivência se torna impossível por causa de um dos cônjuges, porém, como cristãos, compreendendo o ideal divino, não podemos pensar a relação conjugal a partir da ótica de uma sociedade decadente.

Deus uniu o homem e a mulher para que fossem “uma só carne”; para edificarem uma família e não um castelo de areia. Os votos matrimoniais devem ser votos eternos, e não circunstanciais. A frase “até que a morte os separe”, infelizmente já em desuso, deve ser tomada como bandeira de uma causa pela qual devemos dar a própria vida.

Ao afirmar “o que Deus ajuntou não o separe o homem”, Jesus nos ensinou que o casamento não é de origem humana, pois foi Deus quem o instituiu, e que o divórcio contraria o projeto divino. Você está disposto (a) a considerar este ensino como um princípio de vida imutável? Pense nisso!


sábado, 22 de outubro de 2022

A quem você fará feliz, hoje?

Fazer o outro feliz é o segredo para conquistar a própria felicidade, e isso só é possível pela operação do amor de Cristo em nós, pelo qual buscamos completar a alegria do outro, a começar pelos pequenos gestos

família
Imagem: Pixabay
Pr. Cleber Montes Moreira

“Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros. Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus.”
(Filipenses 2:3-5 — NVI)

As pessoas buscam freneticamente a felicidade, porém, de uma forma errada. Muitas querem alcançá-la egoisticamente, ou seja, buscam concretizá-la na realização da própria vontade e desejos pessoais sem, no entanto, considerar os outros, não tendo sensibilidade para perceber os anseios e necessidades dos que estão ao redor. Este é um comportamento quase que majoritário na sociedade, mas que se percebe também no seio de muitas famílias, onde cada um pensa primeiro em si. Assim, maridos querem ser felizes satisfazendo seus apetites, do seu modo, seja no sexo, no entretenimento, na maneira de gerir os recursos financeiros, no desfrute dos bens etc. Da mesma forma muitas esposas lutam por conquistas e prazeres individuais, e concorrem com os esposos nas mais diversas áreas e assuntos da vida. Com os filhos não é diferente, eles querem ter primazia em tudo: roupas de grife, celulares de última geração, computadores, lazer etc. O problema é que este comportamento, embora possa desencadear alguma alegria momentânea, não promove a verdadeira felicidade, e isso vale para todos os tipos de relacionamentos, especialmente no âmbito do lar.

Certa vez fui convidado para celebrar um culto de noivado. Em dado momento da cerimônia, que ocorreu na casa dos pais da noiva, franqueei a palavra ao noivo que queria dar um depoimento. Seu testemunho começou assim: “Eu sempre orava a Deus pedindo que me desse alguém para me fazer feliz…” Percebam: ele viu nela a possibilidade de satisfação pessoal, ou seja, sua motivação era egoísta, ele se preocupava em ser feliz e não em fazê-la feliz, queria receber e não ofertar. O seu ego orientava sua oração, seu comportamento e, imagino, determinava o modo como se relacionava com sua noiva. Faz alguns anos desde aquela declaração; até hoje eles não se casaram, mas passaram a viver maritalmente. Talvez os dois estejam movidos pela mesma ambição: a própria felicidade, e não a do outro. Um relacionamento assim normalmente tem prazo de validade, pois quando um não puder mais oferecer o que o outro quer, quando a beleza do outro, o vigor, e a “qualidade” na “prestação dos serviços” não for adequada, alguém tomará a iniciativa para se afastar; tanto que a praxe social tem demonstrado que pessoas são ‘descartáveis’. Uma relação em que cada qual luta pelos seus próprios interesses é como uma casa dividida que não poderá subsistir por muito tempo: nela as pessoas não se completam, mas competem entre si (aqui se aplica o mesmo princípio ensinado por Jesus em Marcos 3:25).

Embora o texto inicial trate de relacionamentos no seio da igreja, os princípios nele observados podem e devem ser aplicados no lar, uma vez que cabem bem em qualquer contexto de convivência:

Nada deve ser feito por ambição egoísta — a humildade é o antídoto do egoismo, e alguns a consideram como sendo um ‘segredo’ para a manutenção de bons relacionamentos. É certo que conviver com alguém que pensa e trabalha excessivamente pelos próprios interesses é desgastante.

Mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos — a pessoa humilde está sempre disposta a perdoar e a pedir perdão, a reavaliar opiniões e atitudes, a reconsiderar certas coisas e buscar o aperfeiçoamento em Cristo — isso não é fraqueza, é virtude! Quem pratica a humildade não busca o prestígio pessoal, antes age de modo a valorizar o próximo, a trabalhar pelo bem-estar dos outros, e a promover a paz.

Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros — O altruísmo tem sido uma virtude esquecida. Pode parecer difícil deixar de lado os próprios interesses e trabalhar para o contentamento do outro, mas é agindo assim que expressamos nosso amor e cultivamos em nós a mesma atitude de Cristo, que “esvaziou-se a si mesmo” e veio ao mundo não “para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos” (Filipenses 2:7; Marcos 10:45). Para “cuidar dos interesses dos outros” devemos exercitar a ‘empatia’, valor em desuso, mas que precisa ser resgatado.

Ao contrário do que muitos afirmam, diferente do que diz a ‘sabedoria’ de certos ‘pensadores’, ninguém é feliz sozinho. Especialmente no lar, a felicidade de um depende da felicidade do outro. O marido feliz é o que faz a esposa feliz, e vice-versa. Os pais felizes são os que criam filhos felizes, e filhos felizes são os que agem intencionalmente para a felicidade dos pais. Irmãos que se apreciam trabalham para a felicidade uns dos outros. O segredo para agir assim? É o amor de Cristo em nós que nos leva a “completar” a alegria do outro, e isso começa pelos pequenos gestos.

A quem, você fará feliz, hoje? Pense nisso!

quinta-feira, 20 de outubro de 2022

A boa parte

Cultivar o relacionamento pessoal com o Salvador é melhor que se afadigar com tarefas que tiram o foco

Bíblia
Imagem: Unsplash

Pr. Cleber Montes Moreira

“E tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra.” (Lucas 10:39 — NVI)

Marta queria servir a Jesus, Maria também. Marta estava ansiosa e afadigada com muitas coisas, Maria estava calmamente assentada aos pés do Mestre, e ouvia com atenção os seus ensinos. Ambas queriam fazer o melhor, porém, Marta se envolveu com tanto trabalho que se esqueceu do principal. Ao recebermos pessoas em nossas casas desejamos lhes oferecer uma boa recepção, um banquete, ou qualquer coisa que represente nosso apreço por elas, contudo, penso que nossos amigos querem mesmo é nossa atenção — isso é o que lhes fazem sentir que são bem-vindos e amados.

As atitudes das irmãs Marta e Maria estão representadas no cotidiano da vida no lar e na igreja local. Muitos estão dispostos a servir da melhor forma possível, querem sinceramente agradar ao Senhor e colaborar para a expansão do reino e, por isso, se enchem de atividades que lhes impedem desfrutar do que há de mais precioso. Ouvi sobre um tesoureiro que todos os domingos passava o tempo do culto na tesouraria, contabilizando as entradas financeiras e tomando outras providências necessárias, o que lhe impedia de participar da EBD e ouvir os sermões. O resultado foi que se enfraqueceu espiritualmente e sua vida foi arruinada pelo pecado — ele ‘trabalhava muito para Deus’, mas não se alimentava da Palavra da Vida. Conheci um pastor cuja esposa era tão envolvida na igreja que a família e a casa ficavam para segundo plano. Hoje o casal está separado. Há pessoas tão engajadas em certas atividades religiosas que não têm tempo para a vida devocional, e nem mesmo para a família; ‘trabalham tanto para o Senhor’ que se esquecem do relacionamento com Ele. Isso traz ansiedade, fadiga, esgotamento, e acarreta outros tantos problemas que geram prejuízos, às vezes, irreversíveis.

Aprendamos com Maria. Ela escolheu a boa parte: estar aos pés de Jesus para ouvir sua Palavra! Oferecer o coração, dar atenção e cultivar o relacionamento pessoal com o Salvador é melhor que se afadigar com tarefas que tiram o foco. Tanto no lar quanto na igreja, primeiro Deus e a família — aquele que quer agradar e trabalhar para Deus não pode inverter estas prioridades. Pense nisso!

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

A solução divina para a solidão

Os relacionamentos virtuais, embora possam em algum sentido produzir certos benefícios, jamais compensarão os relacionamentos com base no contato, e as soluções humanas para a solidão nunca substituirão aquela dada por Deus

casal
Imagem: Pixabay
Pr. Cleber Montes Moreira

“Não é bom que o homem esteja só...” (Gênesis 2:18)

Certa vez um blogueiro criou uma campanha inusitada para troca de abraços virtuais. A propaganda era: “Receba aquele abraço gostoso sem sair do seu computador.” Mas, eu pergunto: você prefere um abraço virtual ou um abraço real? Qual é mais quentinho e gostoso? Você se satisfaria apenas com afetos virtuais? Isso satisfaria seu cônjuge? Satisfaria seus filhos? Satisfaria seus amigos? Já um outro site apresentou um projeto em que alguém, ao acessá-lo, pode conversar com uma pessoa virtual; o robô está programado para interagir e responder perguntas dos internautas. Fui conferir, e as respostas são inexatas e confusas, e mesmo que fossem exatas e inteligentes, jamais trocaria uma pessoa de verdade por um ‘robot’. A BBC Brasil publicou, em agosto de 2017, uma matéria intitulada: “Filho cria robô virtual com a personalidade do pai para conversar com ele após sua morte”1 — Isso não é apenas incomum, é um quadro sintomático; a solidão pode consistir numa doença desencadeadora de outras enfermidades, inclusive depressão. Uma pesquisa americana, de 2015, concluiu que “viver sozinho e isolar-se socialmente pode ser tão perigosos para a saúde quanto ser obeso ou viciado em drogas”2. Há até sites que oferecem ao internauta a possibilidade de conversar com uma “namorada virtual” — Que coisa mais sem graça, não?!

Os relacionamentos virtuais, embora possam em algum sentido produzir certos benefícios, jamais compensarão os relacionamentos com base no contato, e as soluções humanas para a solidão nunca substituirão aquela dada por Deus: O Senhor viu que Adão estava só e criou para ele uma esposa. Ele não lhe deu um smartfone, ou um computador, não fez para ele um robô virtual, mas uma mulher de carne e osso. E o homem, vendo a mulher, jubiloso, disse: “Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada” (Gênesis 2:23).

No comentário Bíblico Moody 3 lemos: “Criado para a comunhão e o companheirismo, o homem só poderia desfrutar inteiramente da vida se pudesse partilhar do amor, da confiança e da devoção no íntimo círculo do relacionamento familiar.” Só uma pessoa próxima pode suprir eficazmente a carência afetiva do outro. Nada substitui o casamento, nada substitui a família, nada substitui a convivência com pessoas reais, que dialogam, que se importam umas com as outras e que trocam afetos. É por isso que Deus disse “Não é bom que o homem esteja só”, e tratou para que ele vivesse em família. Pense nisso!


1 http://www.bbc.com/portuguese/geral-40792032 (acessado em 30 de abril de 2018)
2 https://www.revistaplaneta.com.br/a-doenca-da-solidao/ (acessado em 30 de abril de 2018)
3 PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody, Volume I, Editora Batista Regular

terça-feira, 18 de outubro de 2022

Família, obra-prima de Deus

A família, como criada por Deus, é Sua obra-prima, outros inventos são obras falsificadas e imperfeitas

Bíblia
Imagem: Pixabay
Pr. Cleber Montes Moreira

“Far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele… Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas, e cerrou a carne em seu lugar; da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão.” (Gênesis 2:18,21,22)


Deus é o criador da família. Sei que esta afirmação pode parecer simplista e repetitiva, mas é necessária. Explico: imagine que um quadro de um pintor famoso seja falsificado, e que a cópia, cheia de imperfeições, seja exibida em alguma exposição artística. Pessoas leigas podem apreciá-la e considerá-la como sendo a original. Se colocada à venda, pode ser que alguém pague caro por ela, no entanto, se examinada por um perito, sua autenticidade logo é contestada, pois quem conhece, sabe.

Deus criou a família, como a vemos na Bíblia, a partir do casamento entre um homem e uma mulher, porém veio o inimigo, distorceu alguns textos, iludiu pessoas com um discurso politicamente correto e regado de “amor” (segundo o entendimento secular), e apresentou novos modelos com novas formações: dois pais, duas mães, um pai e duas ou três mães etc. A pessoa sem discernimento espiritual olha e considera tudo perfeito, mas aquele cuja mente é iluminada pelo Espírito Santo logo percebe a farsa e não se deixa iludir: “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo”, e não se deixa enganar (1 Coríntios 2:14,15).

Disse o Criador, “far-lhe-ei”, e o relato bíblico afirma, “formou uma mulher, e trouxe-a a Adão”. Ao criar Eva e uni-la como esposa a Adão, Deus criou a primeira família. Por isso ela não é uma ideia humana, e nem uma sociedade que possa tomar outras configurações conforme a vontade das pessoas ou influência cultural. Reafirmo: O Senhor fez o homem, depois fez a mulher, uniu-os, e assim foi criada a família, monogâmica, e a partir de um homem e uma mulher, visando sua completude (Gênesis 2:24), e ordenou-lhes: “Frutificai e multiplicai-vos” (Gênesis 1:28), coisa que só é possível numa relação heterossexual.

A família, como criada por Deus, é Sua obra-prima, outros inventos são obras falsificadas e imperfeitas. Pense nisso!

segunda-feira, 17 de outubro de 2022

O exemplo de Cornélio

Se realmente cremos que “a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus” (Romanos 10:17), devemos nos esforçar para compartilhar esta palavra de todas as formas possíveis com aqueles que amamos

culto no lar
Imagem: Unsplash
Pr. Cleber Montes Moreira

“E Cornélio os estava esperando, tendo já convidado os seus parentes e amigos mais íntimos.” (Atos 10:24)


Cornélio era um centurião romano, isto é, um oficial do exército que liderava uma companhia de aproximadamente cem soldados a pé chamada de “centúria”. A Bíblia nos diz que ele era “homem justo e temente a Deus”, que orava habitualmente e que tinha “bom testemunho de toda a nação dos judeus” (vs. 22,30,31).

Aqueles que com um coração sincero buscam a Deus não ficarão sem respostas. O princípio encontrado em Jeremias 29:13, em relação ao povo de Israel, pode ser tomado como uma promessa para todos que anseiam pelo Deus vivo: “E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração” (Jeremias 29:13).

As orações de Cornélio foram ouvidas, e Deus enviou Pedro para falar-lhe das Boas Novas de salvação em Cristo. O seu desejo não era apenas para si, por isso reuniu seus familiares e amigos mais íntimos (v. 33) com o propósito de que eles também ouvissem tudo o que o apóstolo tinha para dizer-lhes. Ao ouvirem a exposição da Palavra de Deus, o Espírito Santo possuiu cada pessoa que ali estava, e todos creram e foram batizados em nome do Senhor Jesus (vs. 45-48).

Cornélio nos ensina que todo aquele que busca a Deus de modo correto, com intenções puras, o achará. Ele também nos faz compreender que nossa preocupação deve ser para com nossos familiares e amigos, que eles também precisam conhecer a Jesus e receberem dele a vida eterna. Ninguém deve querer ser salvo sozinho, mas, ao contrário, deve criar condições e situações para que seus queridos sejam também alcançados pela mesma mensagem de salvação.

Tenho saudade dos cultos nos lares de quando eu era criança. Muitas vezes realizamos em nossa casa. Geralmente convidávamos os vizinhos e amigos, e sempre tínhamos um excelente público para ouvir a pregação do evangelho. Os irmãos da igreja cooperavam trazendo a mensagem e os louvores: solos, duetos, quartetos, gente tocando violão, acordeon etc., e até o coral às vezes participava.  Eram sempre noites de grande alegria.

Se realmente cremos que “a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus” (Romanos 10:17), devemos nos esforçar para compartilhar esta palavra de todas as formas possíveis, e uma das opções são os cultos nos lares. Precisamos resgatar este hábito antigo e, como Cornélio, reunirmos em nossas casas nossos parentes e amigos para ouvir de Jesus. Pense nisso!

terça-feira, 4 de outubro de 2022

Fé e Política

A sabedoria popular diz que “quem cala consente”. De fato, na questão do mal o silêncio dos bons é um atestado de cumplicidade e uma declaração de culpa compartilhada

urna eletrônica
Foto: José Cruz/Arquivo/Agência Brasil

Pr. Cleber Montes Moreira

“Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma […]. Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta.” (Tiago 2:17, 26)

Tiago trata de um princípio que deve ser observado em qualquer tempo e contexto: “A fé sem obras é morta”. Em outras palavras, a fé sem ação, sem comprometimento, sem frutos, que não opera segundo o evangelho não é a fé dos salvos.

Um terrível mal praticado por muitos é o de pensar que podem exercer a sua fé em apenas alguns setores da vida e da sociedade, quando, na verdade, a fé deve nos orientar às escolhas e ações em tudo na vida, ainda que isso tenha um custo muito alto. Exemplo disso é o de crentes que acham que não devem tratar de política, se esquecendo que estamos numa guerra espiritual que também se manifesta, ostensivamente, nesta esfera, e que os salvos biblicamente têm compromisso com as futuras gerações (Salmo 78).

Com tristeza, ouvi de alguém a seguinte declaração: “Não me envolvo na política nem discuto, só oro.” Ora, este comportamento coopera para o avanço das hostes malignas no cerceamento da liberdade de expressão, na interferência na liberdade de cultos, na violação do direito de propriedade, no ensino da ideologia de gênero, na matança de inocentes (aborto), na prática de todo tipo de violência e em outras frentes. Diante desta realidade, quem escolhe “apenas orar” — e orar é a primeira coisa que devemos fazer — está sendo não somente omisso, mas cúmplice do inferno. Aquele que sabe fazer o bem e não o faz, não apenas comete pecado, mas age como um soldado traidor que se alia ao inimigo” (Tiago 4:17).

Na Parábola do bom samaritano, o sacerdote e o levita não quiseram se envolver com a situação de um desconhecido espancado e caído à beira do caminho (Lucas 10:31,32). A sociedade tem ótimas expectativas sobre o agir dos crentes, porém, muitas vezes, para vergonha de muitos, são as “pedras” que levantam sua voz clamando e buscando a operação da justiça.

Um amigo sempre repetia que “o muro tem dono”, que “ele pertence ao diabo”. A verdadeira fé não permite uma postura politicamente correta, nem de não envolvimento com questões importantes que afetam a vida de todos. Os profetas sempre denunciaram a idolatria, a injustiça, a opressão e todo tipo de erro, enfrentaram falsos profetas e até reis maus. João Batista teve sua cabeça servida num prato (Mateus 14:1-8). A verdade tem um custo que muitos não querem pagar; há cristãos que não estão dispostos a enfrentamentos pela causa daquele que por eles entregou a própria vida.

É atribuída a Martin Luther King, pastor batista e ativista, a frase: “O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”. De fato, “o silêncio (cúmplice) dos bons” tem consentido os maiores crimes. O teólogo alemão, Martin Niemöller, escreveu: “Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei. No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar…” Muitos “vizinhos” nossos estão sendo levados... 

A indiferença do sacerdote e do levita da parábola tem sido praticada justamente por muitos daqueles que os reprovam; que dizendo ser de Cristo, seguem silenciosos, inoperantes, ou “apenas orando” como forma de aplacar suas consciências, como que dizendo “Já estou fazendo a minha parte”, como se isso cumprisse as exigências da fé autêntica, como se Deus não usasse os salvos para realizar sua vontade.

Eu escolhi me manifestar. Como cidadão de dois reinos, do reino eterno e deste meu Brasil, eu tenho compromisso com os valores cristãos e com as futuras gerações. Como servo de Deus não posso deixar de ORAR e de AGIR diante de demandas tão importantes — isso seria criminoso! Entre dois futuros possíveis para a nação, escolhi votar contra o aborto, a ideologia de gênero, a descriminalização das drogas, as falsas pautas dos “movimentos sociais”, o controle da informação, a censura, a corrupção, a violência, a impunidade etc. Não apenas declaro meu voto em Jair Messias Bolsonaro, mas te convido a refletir desprovido de paixão partidária sobre o momento atual e a necessidade de, pelo voto, reafirmarmos nossos princípios.

A oportunidade que temos de manifestar a nossa fé por meio das obras e de nossas escolhas é no tempo e no contexto em que vivemos. Aqueles que conservam uma fé pilatiana não serão inocentados de sua omissão criminosa. Pense nisso!

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